Jean Marc Von der Weid

Jean Marc começou sua militância no movimento estudantil ainda em 1962, aos 16 anos, quando participou do grêmio do Colégio São Fernando, no Rio. Foi integrante da Ação Popular – organização política formada por estudantes católicos e sob orientação esquerdista. Em 1964, entrou para Escola de Química da Universidade do Brasil (hoje UFRJ) e ocupou, em 1968, o cargo de presidência do diretório.

Foi eleito presidente da UNE em abril de 1969, através de um conselho da entidade, assumindo o lugar de Luís Travassos. Foi eleito por 377 votos, contra 371 de José Dirceu e 29 de Marcos Medeiros. A sua gestão foi marcada por protestos em função do primeiro aniversário de morte do estudante Édson Luís e pela luta contra o imperialismo norte-americano no Brasil.

Jean Marc tornou-se defensor do desenvolvimento sustentável e do planejamento participativo. Foi membro do Consultative Group on Inter-Agricultural Reasearch, sediado no Banco Mundial, e integrou o Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea), que criticou a lentidão do governo Lula na distribuição de verbas para a agricultura familiar e exige um lugar na mesa de debates sobre transgênicos.

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