“Defender a Petrobrás é defender a educação!”

Vice-presidenta da UNE, Elida Elena, destaca necessidade de defender a nossa maior estatal junto com os petroleiros contra os interesses estrangeiros e o sucateamento dos direitos trabalhistas

Vice-presidenta da UNE, Elida Elena, destaca necessidade de defender a nossa maior estatal junto com os petroleiros contra os interesses estrangeiros e o sucateamento dos direitos trabalhistas

Na última semana petroleiras/os da Petrobrás decretaram greve. A greve que já envolve mais de 90 unidades e 18 mil trabalhadores foi motivada pelo anúncio da demissão de mais de mil trabalhadoras/es de uma fábrica de fertilizantes no Paraná e contra a política de desmonte que Bolsonaro vem aplicando na empresa. Estudantes e petroleiros se reencontram nesta luta em defesa da Petrobrás, da soberania e dos direitos do povo brasileiro.

A década de 1950 ficou marcada no Brasil por uma intensa mobilização sobre os rumos da exploração do petróleo. A União Nacional dos Estudantes (UNE), que, desde sua fundação, tinha no seu debate político as questões nacionais, foi uma das principais protagonistas da campanha “O petróleo é nosso”, que culminou com a criação da Petrobrás, em 1953. Naquele período, havia um forte debate entre os setores organizados da sociedade, divididos entre os que concordavam com a entrada de empresas estrangeiras para a extração do petróleo e os que defendiam o monopólio estatal nacional.

A UNE teve um papel destacado no processo da disputa de ideias sobre a importância do monopólio nacional na exploração da riqueza que é o petróleo. Na visão da entidade, defender esta posição era defender a soberania do país, parte essencial para a construção de um projeto nacional de desenvolvimento. A participação da UNE foi, sem sombra de dúvidas, fundamental para tornar a campanha bem-sucedida: inovou-se nos métodos de organização por meio de ferramentas que estimularam o potencial criativo da juventude brasileira, apostando na produção de cultura para dialogar com trabalhadores e estudantes do Brasil inteiro. O Centros Populares de Cultura (CPC) da UNE construíram peças como Versão brasileira, de Oduvaldo Vianna Filho, e O petróleo ficou nosso, de Armando Costa.

A trajetória que vincula a UNE à Petrobras tem, portanto, uma ligação histórica costurada pela defesa do Brasil e da educação. A luta para que o fundo social do pré-sal fosse revertido para a educação foi uma luta para atingir os 10% do PIB para a educação, contribuindo para a expansão e maior qualidade da educação brasileira.

O atual momento histórico é marcado por ataques do governo Bolsonaro à soberania nacional, à educação e ao conjunto dos direitos conquistados pela classe trabalhadora. O governo já anunciou seu interesse em privatizar diversas e importantes empresas estatais. No caso da Petrobras, o desmantelamento anda a todo vapor mediante o fechamento de unidades produtoras e demissões em massa. Contra estas medidas, os petroleiros do país estão em greve.

É necessário que estejamos ao lado dos petroleiros porque a Greve por eles deflagrada é uma greve em defesa da soberania nacional, em defesa da maior empresa estatal do país, contra a subserviência do governo Bolsonaro aos interesses estrangeiros. É fundamental que você, estudante, contribua mostrando solidariedade a essa luta! E como pode ser? Seu centro acadêmico pode organizar uma roda de conversa sobre o tema, apresentação de filmes, compartilhar material nas redes e nas universidades, ir até os pontos de greve, reforçando a importância da unidade entre estudantes e petroleiros.

A ação política da UNE é norteada pela defesa do Brasil, da democracia e dos direitos. Por isso, defender a Petrobrás é uma luta também dos estudantes brasileiros. Defender a Petrobras é defender a educação e o Brasil!

*Elida Elena é vice-presidenta da UNE. 

 

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