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UNE pede cassação de Eduardo Bolsonaro e convoca ato nacional em 5 de novembro

01/11/2019 às 13:06, por Cristiane Tada.


Fotos: Maiakovski Pinheiro / UBES

Estudantes vão mobilizar nacionalmente para pedir justiça por Marielle Franco, democracia e direitos

Nesta quinta-feira (31/10) estudantes ocuparam o vão livre do Masp, na Avenida Paulista em São Paulo para pedir a cassação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente da República.  Em entrevista para um canal do YouTube o parlamentar sugeriu  a criação de um novo AI-5 (Ato Institucional Número 5) para enfrentar a esquerda no país. O Al-5 inaugurou o período mais sombrio e autoritário da ditadura militar no Brasil, com o fechamento do Congresso Nacional e o reforço da censura, perseguição, tortura e assassinatos de milhares de pessoas. O deputado será julgado pelo Conselho de ética da Câmara dos Deputados.

“É inaceitável a declaração que se refere a edição de um novo AI-5. Lideranças da UNE e tantos estudantes foram assassinados pelo autoritarismo implantado com o AI-5. A UNE tem compromisso com a democracia, não vamos nos calar diante dessas ameaças. Exigimos a imediata cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro. No dia 05 de novembro ocuparemos as ruas #BastaDeBolsonaro por justiça, democracia e direitos”, destacou o presidente da UNE, Iago Montalvão.

A União Nacional dos Estudantes, UBES, ANPG em conjunto com as Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, e demais movimentos sociais estão convocando para o dia 05 de novembro um ato nacional “Basta de Bolsonaro – justiça por Marielle, direitos e democracia”.

A mobilização externa a indignação com notícias que apontam a possibilidade do atual presidente da República ter envolvimento com o assassinato da vereadora Marielle Franco.  Estudantes brasileiros devem ocupar as ruas de todo o país cobrar respostas para as perguntas: quem atendeu o interfone da casa 58? Qual a relação da milícia com a família Bolsonaro?

Em nota as entidades afirmam que a onda de protestos do Chile está chegando no Brasil e não serão com ameaças de imposição de uma ditadura que vão calar o povo.

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