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UNE exige auditoria das notas do ENEM

22/01/2020 às 15:39, por Renata Bars.


Entidades estudantis entraram com representação junto ao Ministério Público Federal

Na última terça-feira (21) as entidades representativas dos estudantes UNE, UBES e ANPG entraram com uma representação para que o Ministério Público Federal (MPF) realize uma auditoria nas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A reivindicação é para que se apure as falhas que atingiram cerca de 6 mil candidatos, além de averiguar se os resultados atribuídos às provas estão realmente condizentes com o desempenho dos estudantes.

A representação ainda cobra uma investigação das condutas do ministro da Educação, Abraham Weintraub, e do presidente do Inep, Alexandre Lopes, por possível improbidade administrativa. Há também um pedido de ação civil pública por danos morais aos estudantes que foram lesados com os erros na correção.

Mesmo com as falhas, as inscrições para o Sistema de Seleção Unificado (Sisu) não foram adiadas pelo governo.

‘’Essa é uma grande irresponsabilidade do governo. Milhares de estudantes foram prejudicados sem nenhuma resposta efetiva. Por isso, seguimos lutando não só pela garantia de uma avaliação transparente, mas para que haja justiça para todos os estudantes que saíram prejudicados’’, falou o presidente da UNE Iago Montalvão.

Balbúrdia no Enem

Segundo o MEC, as falhas nos resultados das notas do Enem ocorreram em cerca de 6 mil provas entre as mais de 5 milhões de inscrições, o que representaria 0,15% do total. O ministério afirma ainda que os problemas foram concentrados em quatro cidades: Alagoinhas, na Bahia, e Ituiutaba, Iturama e Viçosa, em Minas Gerais, no segundo dia de exame.

Contudo, desde a liberação das notas as entidades estudantis vêm recebendo milhares de ligações, e-mails e mensagens via redes sociais com relatos de erros nas provas.

Para o presidente da UNE, este primeiro Enem sob o governo Bolsonaro mostrou o descaso com que está sendo tratada a educação no país.

”Infelizmente quem sai perdendo são os milhares de estudantes que foram lesados com os erros inadmissíveis na correção do gabarito”, lamentou.

 

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