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UNE e UBES se manifestam no Senado e são reprimidas pela polícia

26/02/2019 às 18:57, por Redação .


Ministro recua sobre carta nas escolas, mas que lotar salas de aula nas universidades públicas

Nesta terça-feira (26/2) as diretoras da UNE, Bruna Brelaz; e da UBES, Stefany Kovalski foram ameaçadas de serem expulsas da Audiência da Comissão de Educação do Senado no qual Ricardo Vélez, Ministro da Educação, se fez presente.

As estudantes queriam se manifestar pacificamente fazendo cartazes e mordaças (em alusão ao projeto Escola Sem Partido) que foram brutalmente arrancadas das mãos delas.

“Tentaram impedir nossa manifestação e presença. Viemos dizer que somos a favor da Educação Pública, Democrática e Sem Mordaça, e contra toda tentativa de desmonte desse setor. Infelizmente, esse governo vai de contra aos princípios que citei. Os estudantes lutarão até o fim para que não se dê nenhum passo atrás no que tange a luta para defender o Brasil e seu desenvolvimento a partir da educação”, afirmou Bruna.

Assista ao vídeo:

Depois da confusão com a polícia legislativa, os estudantes puderam ficar através da articulação com parlamentares.

Universidades Públicas

Vélez disse que o orçamento das universidades públicas é algo preocupante diante da crise na economia brasileira. E defendeu a ampliação do número de alunos por sala de aula como uma saída para gerir melhor o setor. “É muito difícil manter a dotação orçamentária nas universidades públicas da forma em que se deu no período da bonança econômica. Não estamos em tempo de bonança econômica. Então, deveremos encontrar uma forma de melhor gerir o nosso patrimônio público, que não é privatizar. Ele deve continuar como patrimônio público. De que forma? […] Otimizando o rendimento das universidades públicas da sua região. A relação professor-aluno nas públicas ainda é folgada no Brasil: é de 1 [professor] para 11 [alunos] ou 1 para 7”, afirmou.

Para Bruna lotar salas de aula só vai precarizar ainda mais o ensino. “ A UNE sempre defendeu que durante os períodos de crise é que é preciso se investir mais em educação para gerar desenvolvimento. Investir no ensino público superior não é gasto, é investimento”.

Ministro recua e diz que errou 

Graças à pressão do movimento estudantil e da sociedade, o ministro Vélez reconheceu que errou ao pedir para que estudantes fossem filmados durante leitura de uma carta sua com o bordão eleitoral de seu partido “Brasil acima de tudo e Deus acima de todos”.

O Ministério da Educação (MEC) enviou um e-mail para as escolas do país pedindo a leitura de uma carta do ministro e orientando que, logo após, os responsáveis pelas escolas executassem o Hino Nacional e filmassem as crianças durante o ato.

“Eu percebi o erro, tirei essa frase, tirei a parte correspondente a filmar crianças sem a autorização dos pais. Evidentemente, se alguma coisa for publicada, será dentro da lei, com autorização dos pais”, afirmou.

O e-mail gerou um processo de apuração pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão e uma representação de parlamentares ao Ministério Público Federal.

A UBES afirmou que se recusa a saudar um ‘novo tempo’ da educação enquanto as escolas estão sucateadas. “ Nossas salas de aula continuam com goteiras, paredes descascando, falta de professores e materiais, sem prioridade financeira nem respeito às metas do Plano Nacional de Educação. Precisamos de financiamento, não de mordaça!”, publicou a entidade.

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