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UNE comemora 82 anos com aula pública na Av. Paulista

12/08/2019 às 17:02, por Cristiane Tada.


Fotos: Maiakovski Pinheiro

Final de semana teve posse da nova gestão da entidade na FEA-USP, debate na sede da entidade e mobilização para a 3º Ato em Defesa da Educação que acontece nesta terça

Neste domingo 11/08, dia do estudante e aniversário de 82 anos da União Nacional dos Estudantes a comemoração foi com uma aula na rua. Na avenida mais famosa do Brasil, os diretores recém-empossados da gestão 2019 -2021 realizaram uma aula sobre o que será acontecendo com a educação pública do Brasil.

Em frente ao Masp, panfletando para as pessoas que passavam os estudantes iam alertando a população sobre as ameaças que o ensino tem sofrido no governo Bolsonaro.

O presidente da UBES, Pedro Gorki lembrou que as entidades estudantis são pilares fundamentais da democracia e educação pública brasileira. E afirmou que ser estudante hoje é ser resistência significa estar na linha de frente na luta pelo país e por nossa educação.

“Enquanto tem gente que acredita no argumento da força, nós acreditamos na força do argumento, no debate de ideias. Estamos aqui para alertar sobre a situação da escola e da universidade brasileira”.

A representante da ANPG, Bia Lopes, também parabenizou e destacou o caráter de luta da entidade que desde as primeiras manifestações de abril temos demostrado que o movimento estudantil será a pedra no sapato do presidente.  “Se ele acha que vai atacar as universidades públicas e a gente não vai fazer nada ele não conhece nossa história”.

Para ela o projeto Future-se é outra armadilha que o governo será fazendo. “Acreditamos que a pesquisa precisa estar subordinada apenas ao interesse do povo e não aos empresários”.

O presidente da UNE, Iago Montalvão também destacou esse ponto em sua fala. “As parcerias privadas com as universidades públicas já acontecem hoje, mas a função da universidade é resolver problemas e fazer ciência para a população brasileira, gerar desenvolvimento econômico para as periferias”.

Mariana Moura do Instituto de Energia e Ambiente da USP, também destacou que as universidades públicas, além de formar profissionais, tem a função de fazer avançar a pesquisa e a tecnologia brasileira, e lembrou que no país 90% da pesquisa é produzida na esfera pública.

Ela defendeu que o “Future-se” não tem como dar certo.

“O projeto fala sobre internacionalização e gestão, coisas que já estão acontecendo. A gestão das universidades públicas com todos os problemas que têm é a melhor gestão dos órgãos públicos existentes”, destacou.

Além disso, Moura destacou a importância se refletir sobre o financiamento privado através da pesquisa. “Para que uma empresa investe em C&T? Ciência não tem retorno rápido, por isso as farmacêuticas investem só no final das pesquisas. Qual empresa privada tem interesse em investir 10/20 anos para ter lucro? Essa ideia do governo é muito falha”.

Posse e fim de semana de luta

Na sexta-feira (09/08) o auditório da FEA-USP foi tomado pelos mais de 80 diretores da UNE, estudantes de universidades de todo o país eleitos no 57º Congresso da UNE. O presidente da entidade, Iago Montalvão; a vice Élida Elena; o secretário-geral Gabryel Henrice; e a 1ª vice-presidenta Regina Brunet conduziram a mesa que recebeu representantes de diversos movimentos sociais.


No sábado (10/08) na sede das entidades estudantis o debate continuou com o tema “Devolvam nosso Futuro- os riscos do Future-se para as universidades brasileiras” e a presença de Luciene Fernandes (Proifes) e Antônio Gonçalves (Andes).

Gonçalves defendeu um projeto de educação que traga autonomia financeira das instituições de ensino vindo de um fundo público. Ele afirmou que a luta contra o Future-se é contra o projeto do capital para a educação da classe trabalhadora e não apenas contra um governo de direita. “Não é possível negociar nenhum aspecto do Future-se. Temos que derrotá-lo”

Para ele é preciso construir uma unidade de ação na rua para que se possa derrotar esse e outros projetos neoliberais em curso. “É uma questão de sobrevivência do campo combativo.”

A vice-presidenta da UNE, afirmou que para construir um projeto alternativo de país, temos que debater a educação. “O Future-se representa uma tentativa de destruir a capacidade de resistência e organização do movimento estudantil e da comunidade acadêmica”.

Para Élida o momento é muito duro, mas também já enfrentamos outros na nossa história e saímos vitoriosos. “Com certeza o 13 de agosto como a condução dessa gestão pelos próximos dois anos será construído por muita unidade e é nesse espírito que vamos voltar para os nossos estados”.

A UNE publicou uma carta que elenca 6 pontos contrários ao projeto Future -se apresentado pelo MEC. LEIA AQUI.

A entidade esteve reunida recentemente com o Ministro da Educação Abraham Weintraub, e o relatou um diálogo evasivo do chefe da pasta, a reafirmação dos cortes de bolsas, a política de arrocho, perseguição iminente a reitores e professores, bem como a tentativa de desmoralização de reitores. “Afirmamos ao ministro que não vamos apresentar nenhuma emenda ao Future-se porque somos contra ele na essência”.

 

 

 

 

 

 

 

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