Pular para o conteúdo Pular para o Mapa do Site

Notícias

Últimas Notícias

UNE aposta na organização para ampliar atos e manter a resistência aos cortes

15/08/2019 às 18:46, por Cristiane Tada.

Em Recife estudantes mostraram o que é balbúrdia pelas ruas em defesa da educação
Fotos: Cuca da UNE

Próximo ato nacional já foi marcado para o feriado de 7 de Setembro e além de oposição ao Future-se vai englobar outras pautas 

Desde que tem assumido a vanguarda na luta contra as medidas arbitrárias que o governo Bolsonaro tem tomado, principalmente contra o ensino público, a UNE tem apostado na organização de base para a construção dos atos que tem lotado as principais vias do país.
Foi assim que realizou um mês de maio histórico que marcou a ida mais de 1,8 milhão de pessoas às ruas para protestar contra os cortes no orçamento do ensino público que estão ameaçando fechar universidades públicas brasileiras de ponta.

Ato em Teresina no Piauí 

Na última terça-feira (13/8), data do terceiro tsunami da educação convocado no 54º Congresso da UNE em julho não foi diferente. Protestos em 205 cidades brasileiras mostraram a disposição de luta que a educação tem mobilizado o país. Neste momento se posicionando também contra o projeto Future-se anunciado pelo MEC como um plano para dar autonomia na gestão das universidades e institutos federais. Para a UNE o projeto não tem nenhuma transparência e é uma tentativa de privatizar o ensino superior.

Em Fortaleza mais de 100 mil estudantes, professores, servidores deram o seu recado bem dado contra o projeto que lá está sendo chamado de “Fature-se”. ” É a venda do nosso ensino”, afirmou a vice-UNE no Ceará, Quezia Gomes.
Ela conta que no Estado foram intensas duas semanas de mobilizações para preparar o dia 13A. “Tivemos uma plenária de construção já no início do mês e uma assembleia na UFC no dia 08, passamos em sala na universidade também em escolas de ensino médio, bem como os próprios CAs e DCEs fizeram suas mobilizações e rodas de conversa”, afirmou.

Em Salvador foram mais de 40 mil pessoas pelas ruas protestando. Uma assembleia com técnicos administrativos, estudantes, e professores se uniram em uma aula inaugural e em uma plenária na UFBA com o conjunto dos sindicatos de educação e os institutos federais. Também teve panfletagem com carro de som pelo centro. Ainda assembleias nas estaduais Uneb, UESC e a própria Unilab que está em processo de ocupação também garantiram um ato de rua expressivo no dia 13.

“Voltamos do Congresso para os nossos estados e universidades com a tarefa de construir essa terceira grande mobilização, e foi de uma forma muito coletiva de estudantes e trabalhadores da educação e o conjunto das entidades educacionais.  Entendendo a importância to que está acontecendo no cenário nacional, além dos cortes, nesse meio tempo o governo anunciou o Future-se que vai de encontro a todo o nosso projeto de universidade, que abre brecha para a privatização e começamos a acelerar esse debate dentro das universidades”, destacou o diretor da UNE Natan Ferreira.

Capital baiana parou o centro da cidade no último dia 13 de Agosto 

Ele conta que o próximo ato marcado para o dia 7 de setembro será mais amplo para que consiga contemplar o conjunto dos setores que vem sendo atacados. ” Será  uma data muito oportuna para além de comemorar a independência do Brasil ir para as ruas também para falar da importância da nossa educação, na soberania nacional, da floresta amazônica que vem sendo colocada à venda”.

Mapa interativo

O mapeamento dos atos e sua abrangência tem sido um dos principais desafios da entidade. A diretora de comunicação da UNE, Camila Ribeiro trouxe sua experiência já a frente do Cuca do UNE para elaborar um mapa que trouxesse as informações nacionais.

“Desde os atos de maio temos sido procurados como fonte de informações sobre os atos e por isso é importante nos organizarmos e sermos nós mesmos os narradores das nossas lutas. Foi assim nos últimos e será assim no próximo dia 7 de setembro. A nossa rede do movimento estudantil  tem muita capilaridade e estamos conseguindo emplacar nossa resistência nas principais capas de jornais e TVs do Brasil. Isso é muito importante para conscientizarmos a sociedade sobre o que está acontecendo com a educação neste país”, destacou Camila.

Confira:

Pular para o Conteúdo Pular para o Topo