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Terceiro tsunami da educação leva 100 mil a Paulista e 1,5 milhão no país

13/08/2019 às 20:10, por Da Redação Fotos: Cuca da UNE.


Ao todo, 205 cidades tiveram atos em todos os estados mais o Distrito Federal

Mais uma vez os estudantes lotaram a Avenida Paulista nesta terça-feira (13/8) terceiro grande ato da educação, via mais famosa do país para protestar contra o desmonte no setor público. Convocada nacionalmente pela UNE, em São Paulo a manifestação saiu de frente ao MASP e foi até a Praça da República no centro reunindo quase cem mil pessoas. Pelas ruas eles empunhavam um bandeirão com a imagem do mártir estudantil Fernando Santa Cruz, morto pela ditadura militar, como uma resposta ao ataque do presidente Bolsonaro ao pai do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz. “Oferecemos a luta de hoje em homenagem ao herói Fernando Santa Cruz”, declarou o presidente da UNE, Iago Montalvão.

Presidente da UNE Iago Montalvão homenageia Fernando Santa Cruz

Recém empossado presidente da entidade que completou 82 anos no último domingo, o estudante de economia da USP disse que o governo Bolsonaro escolheu a educação e os estudantes como alvo e rechaçou novamente o projeto Future-se do MEC. “Estamos nos mobilizando porque não vamos aceitar a privatização da universidade pública. O Future-se não vai passar. Não há futuro com Bolsonaro”, afirmou Iago.

Leia AQUI a posição da entidade sobre o programa.

A vice-presidenta da UNE, Élida Elena destacou o processo que a entidade vem construindo de assembleias massivas nas universidades para debater a situação da educação e o projeto Future-se. “Os estudantes estão curiosos e estão atentos as agendas de mobilização. Existe uma faísca e uma disposição de luta grande, proporcional ao tamanho dos ataques que temos recebido.

Ela acredita que com o agravamento da situação das universidades – como a UFMT que chegou a ter a luz elétrica cortada – e a impossibilidade das demais instituições de se manterem funcionando vai inflar a luta coletiva. “Vamos seguir mobilizando sobre a importância dos atos para pressionar o governo federal”.

ATOS PELO BRASIL

O tsunami pela educação continuou ativo. Neste 13 de agosto, 205 cidades de todos os estados mais o Distrito Federal registraram manifestações pela educação. Foram cerca de 1,5 milhão nas ruas. No Rio de Janeiro, milhares compareceram à Praça da Candelária para dizer não aos desmandos de Bolsonaro e seu ministro da educação.

Manifestantes no centro do Rio

Curitiba também foi tomada por estudantes na noite desta terça. A manifestação ocorreu na Praça Santos Andrade, em frente a UFPR.

Estudantes ocupam a Praça Santos Andrade, em Curitiba

No Recife, estudantes, integrantes de movimentos sociais e representantes de sindicatos se reuniram na parte da tarde para protestar contra bloqueios das verbas para as universidades federais, determinados pelo Ministério da Educação (MEC). Os manifestantes também se mobilizaram para criticar a reforma da Previdência.

Manifestação toma conta das ruas do Recife

A pauta do meio ambiente também esteve presente. No Amazonas, estudantes ocuparam ruas e levaram faixas em defesa da floresta e do patrimônio natural brasileiro.

Estudantes defendem a Amazônia durante o #13A

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