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Nota da UNE, UBES e ANPG contra o golpe da Bolívia

11/11/2019 às 16:58, por Redação.


Entidades se posicionam sobre crise política e renúncia do presidente Evo Morales 

Em conformidade com a luta democrática que a UNE, a UBES e a ANPG travaram durante toda suas trajetórias, e pela solidariedade aos povos latino-americanos repudiamos o golpe na Bolívia que levou à renúncia do presidente Evo Morales, mesmo diante da disposição de realização de novas eleições.

A democracia, as eleições e a constituição soberana precisam ser respeitadas em qualquer país.

As elites da Bolívia e do imperialismo estrangeiro não aceitaram a decisão soberana das urnas nas últimas eleições e decidiram tomar o poder a qualquer custo, inclusive utilizando da violência nas ruas e da ameaça das forças armadas para implementar seu projeto anti-popular e interromper o ciclo de transformações e redução da desigualdade iniciado pelo governo de Evo. A história dos países latino-americanos já demonstrou em outros momentos que golpes militares levam à violência, tortura, perseguição, assassinato e sufocamento das liberdades. Não queremos e não vamos aceitar assistir a isso de novo.

A pressão pela renúncia, agora consumada, mesmo após a proposta de realização de novas eleições feitas pelo governo demonstram desespero e uma tomada de poder por vias autoritárias. Como resultado das violentas manifestações orquestradas pela oposição para desestabilizar o país, se instaurou um processo de perseguição e violência contra governadores aliados ao governo, cidadãos contrários ao golpe e familiares do ex-presidente.

A União Nacional dos Estudantes, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas e a Associação Nacional dos Pós-Graduandos repudiam qualquer violência, ameaça e golpe de Estado que coloque em cheque a democracia de nossos irmãos latino-americanos. Seguiremos lutando no Brasil e na América Latina, lado a lado com os povos, contra as medidas impopulares impostas pelo neoliberalismo, contra o avanço do imperialismo, por mais democracia, justiça e direitos sociais.

São Paulo, 10 de novembro de 2019. 

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