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Mais de 50 cidades já foram às ruas no 3º Tsunami da Educação

13/08/2019 às 14:26, por Cristiane Tada.


Fotos: Cuca da UNE

#13A  já contabiliza atos em todas as regiões do país e deve chegar a 150 em toda a federação 

Desde cedo estudantes e comunidades escolares e universitárias tem se mobilizado no dia nacional de mobilização contra os cortes na educação convocado pela UNE.

Os atos foram maiores nas capitais como Salvador, Brasília e Fortaleza.

No DF os estudantes se uniram à Marcha das Mulheres Indígenas e participantes da Marcha das Margaridas na Explanada dos Ministérios.

No DF o protesto se uniu à Marcha das Mulheres Indígenas

Na Bahia cerca de 35 mil estudantes, professores, servidores e sociedade civil marcharam pela capital contra o desmonte da educação e em defesa da previdência. Em Maceió (AL) também estudantes e trabalhadores foram às ruas contra os cortes na educação e contra a reforma da previdência.

Estudantes em Salvador

O interior de São Paulo a luta estudantil movimentou atos em São Carlos, Sorocaba que realizou uma aula pública na concentração do ato no Centro, e com ato de professores em Ribeirão Preto.

Aula pública em Sorocaba 

No Sul do país segmentos da Universidade Federal de Santa Maria (RS) estavam unidos na parte da manhã em panfletagem no arco de entrada do campus contra os cortes da educação e contra o “Future-se” que entrega universidades ao mercado.

Críticas ao “Future-se”

Além da posição contra os cortes, os estudantes tem se posicionado contra o programa Future-se anunciado pelo MEC.

Improviso, falta de de embasamento e falta de transparência são as principais reclamações das entidades estudantis. O MEC afirma que o programa foi construído para dar autonomia na gestão das universidades e institutos federais. O órgão argumenta que as universidades terão mais flexibilidade para realizar despesas e poderão se tornar menos dependentes do orçamento, contingenciamento e PEC do gasto. Para o presidente da UNE, Iago Montalvão, com esse argumento o governo assume que a PEC 55 impede o financiamento das universidades.

Assista a discussão sobre o #13A feita nas redes pela UNE esta manhã:

O programa ainda bate na tecla da Gestão, Internacionalização e a Pesquisa –  iniciativas que já acontecem com excelência na universidade pública. “A gestão das universidades públicas com todos os problemas que têm é a melhor gestão dos órgãos públicos existentes”, destacou durante aula pública promovida pela UNE no último domingo Mariana Moura do Instituto de Energia e Ambiente da USP e integrante dos Cientistas Engajados.

Pode melhorar? Claro! Mas de que forma?

Na Pesquisa o Future-se fala em aproximar as instituições das empresas, para facilitar o acesso a recursos privados de quem tiver ideias de pesquisa e desenvolvimento. O problema é que a suposta solução vem através de um Fundo de Direito Privado que ninguém sabe exatamente como funcionará.

” A falta de embasamento é resultado da falta de diálogo com as entidades educacionais. Está sendo feita apenas uma consulta pública pelo site e mais nada. A UNE não fará emendas ao projeto porque rechaçamos a ideia em sua essência”, afirmou o presidente da entidade, Iago.

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