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Greve global pelo clima une gerações na Paulista

21/09/2019 às 12:43, por Renata Bars.


Crianças, jovens, adultos e idosos participaram da manifestação que pediu pela defesa irrestrita ao meio-ambiente

Não existe ‘’planeta B’’. A constatação levou centenas de pessoas ao vão do Masp, em São Paulo, na tarde da última sexta-feira (20) no ato integrante da Greve Global pelo clima. O movimento impressionou pela união de gerações: a mobilização pelas florestas, contra a poluição e em defesa dos animais contou com a participação de crianças, jovens, adultos e idosos.

‘’Cada um de nós precisa fazer a sua parte e ajudar as nossas florestas’’, falou Luiza Oliveira, de apenas 11 anos, integrante do Conselho Mirim em Defesa do Clima.

As crianças puxavam o coro em defesa da Amazônia, ao lado de participantes de fóruns climáticos, entidades civis, partidos políticos e movimentos sindicais. Muitos usavam máscaras em referência à má qualidade do ar.

Crianças participam do ato pelo clima em São Paulo

Presente no ato, o presidente da UNE Iago Montalvão falou sobre a importância do engajamento dos mais jovens nessa luta.

‘’Espero que eles também se tornem militantes do movimento estudantil porque o clima e o meio ambiente como um todo são uma preocupação fundamental de todo o jovem. Nosso futuro depende da preservação E hoje no Brasil a gente vê a Amazônia sendo destruída por uma negligência do governo. Por isso, é muito importante que essa juventude se engaje porque a destruição da nossa Amazônia significa a entrega da nossa riqueza e a perda da nossa soberania. Isso nós não podemos aceitar’’, destacou.

Questionado sobre o papel da UNE na defesa do futuro dessas crianças e de toda a juventude, Iago foi enfático.

‘’Lutar pela educação é justamente o nosso papel e nós vamos continuar para que essas crianças que estão aqui hoje e todos os jovens do país tenham direito a uma educação melhor. Vamos continuar para que todas as pessoas possam ingressar na universidade num país que respeite e preserve o meio ambiente’’, disse.

Governo desastroso

Foi consenso entre os manifestantes a necessidade de mudança na política ambiental desastrosa do governo. Gritos de ‘’Fora Bolsonaro’’ ecoaram durante todo o ato.

Relatório da Human Rights Watch divulgado na última terça-feira (17) afirma que as decisões tomadas até agora vem enfraquecendo as políticas ambientais, e as declarações do presidente contrárias ao meio ambiente, têm deixado os defensores da floresta amazônica ainda mais vulneráveis.

“O enfraquecimento da proteção ambiental sob Bolsonaro –e o aumento dos riscos para os defensores da floresta– tornará mais improvável que o Brasil reverta a tendência atual de aumento do desmatamento”, diz o relatório, apontando que o Brasil se comprometeu, no Acordo de Paris, a reduzir o desmatamento a zero até 2030 e sua emissão de gases do efeito estufa em 43%, na comparação com 2005.

Desmatar é matar vidas

As amigas Olívia Peixoto e Marina Alcântara, de 16 anos, vieram juntas para manifestar a sua preocupação com o futuro do planeta.

‘’Ainda tem muita gente que não acredita na urgência da defesa do meio ambiente.  Por isso estar aqui é fundamental para mostrar ao mundo e às pessoas da nossa comunidade que o aquecimento global existe, que as queimadas são graves, que esse planeta é único e é nosso dever protegê-lo’’, falou Olívia.

As amigas Olívia Peixoto e Marina Alcântara

 A representante indígena Sônia Barbosa, moradora da Aldeia do Jaraguá, na zona oeste da capital paulista, lembrou que desmatar é matar vidas e que proteger o meio ambiente é dever de todos.

‘’Saiam daqui e continuem fazendo a sua parte. Saiam plantando árvores frutíferas pelo país, separem o lixo para reciclagem, conversem com outras pessoas. Cada árvore cortada é uma veia a menos no nosso coração. Vamos agir antes que todos desapareçam’’, disse.

Sônia Barbosa discursa em nome dos índios do Brasil

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