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Greve Geral da Educação responde ao MEC que 2 bilhões é pouco

04/10/2019 às 10:12, por Cristiane Tada.

Presidente e vice da UNE no ato na capital do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (03)
Fotos: Cuca da UNE

Estudantes mobilizaram ruas e universidades do país durante dois dias para protestar contra cortes e dizer que não estão satisfeitos 

Nesta quarta e quinta-feira 02 e 03/10 estudantes em todas as regiões do país mobilizaram às ruas nesta Greve Geral da Educação. Os protestos também marcaram o aniversário de 66 anos da Petrobras em meio a uma onda de privatizações de várias refinarias da estatal.

“Os estudantes foram às ruas para falar com a população, mostrar o papel da universidade e como ela está sendo prejudicada com os cortes, além da importância do ensino de da pesquisa e extensão para o povo. Isso tem tudo a ver com a soberania do povo brasileiro e por isso viemos aqui defender que a Petrobras não seja estatal, para servir ao povo brasileiro, por isso unificamos essas lutas”, explicou o presidente da UNE, Iago Montalvão do ato que marchou até a frente da sede da empresa no Rio de Janeiro.

Em São Paulo, o ato se reuniu em frente ao vão do MASP, seguiu pela Avenida Paulista e foi até a Consolação. O presidente da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP) Caio Yuji pediu a saída do Ministro da Educação  Abraham Weintraub que em suas palavras ao invés de defender uma educação pública e libertadora só quer atender a interesses do mercado.

“Dois bilhões de reais que tinham sido confiscados da nossa educação foram descontingenciados depois de muita luta, mas para a gente não é suficiente. Não vamos arredar o pé da rua! O que esse governo quer é acabar com a produção de conhecimento e com as universidades. Essa greve é mostra da nossa resistência”, afirmou.

O Professor Fábio Venturini da Unifesp, uma das universidades com mais manifestantes no ato reafirmou a resistência do setor educacional.

“O senhor Bolsonaro e o senhor Dória não querem que o pobre tenha ensino superior. Esse governo quer dilapidar a soberania nacional e o país. Mas o Brasil é o seu povo e seu povo esta aqui nas ruas para defender a educação”.

Em Salvador o ato reuniu milhares de pessoas pelas ruas no Campo Grande. Confira:

Maceió (AL) também mostrou sua indignação nas ruas nesta quinta.

 

Em Recife o protesto também ocupou o Centro na Rua Aurora.

 

Já na quarta-feira (02/10) universidades estavam mobilizadas com aulas na rua e demostração dos seus projetos de pesquisa como na Unifesp.

Na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) os professores e técnicos também estavam mobilizados.

Na UFSC estudantes de direito prestaram atendimento jurídico gratuito na Praça.

E na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) os estudantes protagonizaram uma das maiores mobilizações desta Greve.

Em Santa Maria os estudantes da UFSM resistiram até debaixo de chuva.

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