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Greve estudantil na UFSC já dura quase dez dias

19/09/2019 às 15:18, por Renata Bars.

Estudantes na assembleia que deliberou a greve na UFSC no dia 10 de setembro

Movimento pede o fim do Future-se e aguarda apoio oficial de professores e técnicos administrativos

A greve estudantil na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) vai completar 10 dias na próxima sexta-feira (20), sem indicativo de término. Nesta quinta-feira (19), professores e técnicos administrativos fazem consulta pública para decidir aderir ou não ao movimento que propõe o fim do Future-se e a liberação das verbas contingenciadas pelo Ministério da Educação (MEC).

‘’Os estudantes em greve estão realizando em cada centro de ensino diversas atividades, com debates e aulas públicas. A UCE está participando do comando e divulgando o movimento nacional que ocorrerá nos dias 2 e 3 de outubro’’, contou a coordenadora da União Catarinense dos Estudantes (UCE), Vitória Davi.

Convocada pelas entidades estudantis, a paralisação dos dias 2 e 3 de outubro terá atos nas ruas, nas universidades, assembleias estudantis, aulas na rua e panfletagens.

Em nota sobre a greve na UFSC, a UNE declara apoio aos estudantes catarinenses e ressalta a importância da promoção de ações que culminem em uma grande greve geral por todas as universidades.

‘’ A UNE, como entidade representativa de todos os estudantes do Brasil, convoca os estudantes brasileiros a promoverem ações de mobilização ao longo das próximas semanas através de debates, festivais culturais, atividades de rua, para que possamos fazer uma grande greve geral da educação nos dias 02 e 03 de outubro e, através desta paralisação em todo o país, mostrar ao governo que não vamos aceitar estes cortes, sejam eles na UFSC ou em qualquer IES pública do território nacional’’, diz o documento.

Confira nota na íntegra:

A União Nacional dos Estudantes vem a público declarar apoio a greve dos estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina.

O bloqueio orçamentário imposto pelo ministério da educação inviabiliza a normalidade das atividades acadêmicas. Entende-se que com os cortes realizados na verba discricionária da Universidade e com os contingenciamentos impostos, existe um atentado contra o direito a uma educação superior pública, de qualidade e gratuita, que emancipe a nossa juventude.

O atual governo obrigou a Universidade a realizar diversos cortes em sua manutenção, gerando a demissão de mais de 90 funcionários responsáveis por segurança, limpeza e manutenção. A precarização da manutenção e da segurança universitária já resultou em assaltos dentro do Campus, gerando perda de patrimônio público e riscos aos estudantes que a frequentam.

Para além, a reitoria se viu obrigada a cancelar a Semana de Pesquisa e Extensão da Universidade, junto a cortes realizados em bolsas de estudo, além de limitação de uso do Restaurante Universitário apenas para estudantes isentos. Apesar de haverem sido anunciadas diversas medidas para contenção de gasto, a reitoria da universidade já anunciou que se o Governo Federal não liberar o contingenciamento, não haverá recursos para manter a universidade funcionando a partir de novembro.

Os estudantes entendem que estes bloqueios orçamentários fazem parte de um projeto de desmonte e sucateamento da educação pública para a implementação do future-se, um projeto que ataca diretamente a autonomia universitária, colocando em xeque o caráter público, gratuito e de qualidades IFES, e que foi amplamente recusado a nível nacional.

Para que possamos derrotar estas medidas do governo, precisamos atuar de forma coordenada por todo país. As ações e mobilizações são necessárias serem feitas em sintonia pelas universidades federais presentes nos quatro cantos do país, de acordo com suas características, mas com o mesmo norte de barrar os cortes e conquistar a opinião da sociedade sobre a importância do papel que as UF’s podem ter na vida de toda a população.

Diante disso, algumas atividades de suma importância têm ocorrido na UFSC com a greve estudantil. Os estudantes estão criando projetos de valorização da educação pública, como o “UFSC na praça”, expondo a importância das Universidades e toda ciência que elas produzem.

Reforçamos a importância da discussão ser feita respeitando-se todas as particularidades das universidades públicas brasileiras. Devemos, através de fóruns de discussões realizados nas nossas federais, debater com os mais diversos cursos e instituições de ensino sobre como podemos pressionar e derrotar o governo Bolsonaro, trazendo à mobilização os e as milhões de estudantes que estiveram nas ruas nos “Tsunamis da educação”, com responsabilidade para que as ações da UNE nos diversos lugares do Brasil tragam consequência na nossa luta em defesa das federais.

Por isso a UNE, como entidade representativa de todos os estudantes do Brasil, convoca os estudantes brasileiros a promoverem ações de mobilização ao longo das próximas semanas através de debates, festivais culturais, atividades de rua, para que possamos fazer uma grande greve geral da educação nos dias 02 e 03 de outubro e, através desta paralisação em todo o país, mostrar ao governo que não vamos aceitar estes cortes, sejam eles na UFSC ou em qualquer IES pública do território nacional!

União Nacional dos Estudantes

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