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Fala UEE-AM: novo presidente da entidade fala sobre as queimadas na floresta

05/09/2019 às 17:50, por Cristiane Tada.

Protesto pelas ruas de Manaus no último 13 de Agosto, 3º tsunami da educação

Para estudante de Direito desprezo aos órgãos fiscalizadores, à ciência e o culto ao obscurantismo dão rigor a projeto de degradação ambiental em função do lucro

O prounista do 8° Período do Curso de Direito da Ulbra João Victor Barros é o novo presidente da UEE-AM. Eleito no 9° Congresso da União Estadual dos Estudantes do Amazonas, que aconteceu na Universidade Federal do Amazonas no dia 29 de Junho, o encontro reuniu um total de 240 delegados e cerca de 180 observadores.

Às vésperas do protesto nacional em defesa da Amazônia e da Educação que acontece no sábado, 7 de Setembro, nesta quinta-feira (5/9) dia nacional da Amazônia, entrevistamos o estudante à frente da principal entidade do movimento estudantil universitário do Estado. Ele afirma que “cabe a nossa gestão defender interesses que estão diretamente ligados com os anseios dos universitários amazonenses”. E que nos últimos atos a pauta da defesa da Amazônia foi central na luta estudantil.

Leia na íntegra:

Como as queimadas na região amazônica tem afetado os estudantes e as população do Amazonas em geral?

A região mais afetada pelas queimadas no Amazonas é a região Sul do estado, devido as queimadas as cidades do Estado amanhecem coberta de fumaça, afetando principalmente a Saúde da população.

Agora o mundo todo está de olho na região, mas a Floresta Amazônica é bem presente na realidade vocês.  Na sua opinião os cuidados com a floresta tem sido deixados de lado pelo governo?

A Amazônia sempre foi alvo de interesses mercadológicos, independente dos governos vigentes, em função da dinâmica contraditória dos interesses aqui engendrados, por exemplo, enquanto que os povos indígenas e as populações tradicionais estabelecem uma relação de solidariedade e reciprocidade com a natureza, os grandes empresários alinhados a governos que desprezam o meio ambiente, dão curso a um projeto de degradação ambiental em função do lucro. O desprezo aos órgãos fiscalizadores, à ciência e o culto ao obscurantismo dão rigor a este projeto. A destruição da Amazônia devasta não somente a biodiversidade, e a riqueza étnica e cultura aqui presentes, mas reluz consequências irreparáveis para o equilíbrio do planeta Terra. Posto isto, defender a educação e a ciência é defender a Amazônia, a soberania nacional e o desenvolvimento sustentável. Sim, o desenvolvimento sustentável, para não beirarmos o santuarismo, tampouco, o produtivismo.

Vocês acreditam que muito dos incêndios tem sido criminosos?

Três dias ANTES das queimadas o MPF enviou ao governo uma denúncia que produtores rurais queriam fazer queimadas para expandir o pasto e pediu urgência. O governo sabia e é culpado tanto quanto os incendiários.

O que os estudantes do resto do Brasil podem fazer para ajudar?

Recentemente acompanhamos e ajudamos a construir manifestações em defesa da Amazônia, acredito que os estudantes brasileiros precisam continuar pressionando o governo a tomar medidas para solucionar os problemas atuais das queimadas e construí políticas públicas de preservação da Amazônia. Por isso estaremos nas ruas no dia 7 de Setembro vestindo preto em luta.

Quais serão os maiores desafios da UEE-AM nos próximos dois anos?

Existe grandes perspectivas para a construção da gestão, uma gestão plural que reúne estudantes do interior e da capital, bem como estudantes de universidades públicas e privadas, que tiveram acesso ao ensino superior através de políticas educacionais como Prouni, Reuni e Fies. Nosso principal desafio será lutar por mais investimento nas universidades públicas do Estado do Amazonas (UFAM, IFAM e UEA), além de lutar pelo passe livre, pela expansão das universidades públicas para os demais município do estado e lutar em defesa da Amazônia.

 

 

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