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Estácio: demissões se repetem e estudantes saem em protesto

18/12/2018 às 17:53, por Renata Bars.


Instituição chegou a demitir cerca de 1.200 professores em 2017; Neste mês ao menos 50 já foram demitidos

Embora tenha sido alvo de investigação do Ministério Público do Trabalho do Rio (MPT-Rio) em 2017, pela demissão de 1200 professores, a Universidade Estácio de Sá repete a história em 2018. Segundo relatos de funcionários, ao menos 50 docentes foram demitidos neste mês de dezembro, o que causou indignação por parte da comunidade estudantil.

Em Fortaleza, estudantes realizaram um protesto na última semana. No Rio, uma plenária decidiu por tirar ações jurídicas como um abaixo-assinado e a possibilidade de uma ação judicial em conjunto com os sindicatos da categoria.

”Uma das coisas que tiramos na reunião é que a precarização da educação no país leva a esse tipo de acontecimento. Sobretudo com as reformas que vem acontecendo no mundo do trabalho, a exemplo da reforma trabalhista e da reforma da previdência. Não é à toa que as empresas vem contratando professores com menor qualificação e menores salários”, destacou o presidente da UEE-RJ, Eduardo Campos.

Por meio de nota publicada pela assessoria de imprensa, a Estácio afirmou que os desligamentos fazem parte de “processo natural de uma instituição de ensino, que periodicamente precisa rever a sua base de docentes”. A empresa diz ainda que busca se adequar às necessidades do mercado, demandas de cursos e particularidades dos locais que atua.

A estudante de Direito e presidente do DCE da Estácio em São Luís Ananda Ribeiro, conta que há falta de transparência no critério utilizado para as demissões. ”Não nos dão um motivo claro. Dizem que não é por causa da reforma trabalhista, nem por custos, mas no curso de jornalismo foram demitidos cinco professores e só há edital para a contratação de um. Por isso, nós estudantes, não iremos recuar. Já encaminhamos algumas denúncias ao Procon, e estamos aguardando o protocolo para entramos com uma vai no Ministério Público do estado e na defensoria pública”, disse.

A União Nacional dos Estudantes também está articulando um movimento nacional em conjunto com os DCEs da Estácio e UEEs. Continue acompanhando as redes da UNE.

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