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”Diante do fascismo a gente não pode errar”, afirma Freixo

11/07/2019 às 17:40, por Renata Bars Foto: Matheus Alves .


Deputado federal participou de debate sobre segurança pública no Conune e conversou com o site da UNE

A manhã de debates deste 57º Conune, que acontece na Universidade de Brasília (UnB) foi bastante agitada. Em meio ao rebuliço na Câmara devido à votação da reforma da previdência, o deputado federal pelo PSOL do Rio de Janeiro Marcelo Freixo arranjou um tempo para conversar com os estudantes e participar da discussão sobre segurança pública e o pacote anticrime de Sérgio Moro.

Encantado com a diversidade da plateia, Freixo afirmou se alegrar com o engajamento da juventude.

”O movimento estudantil tem uma série de disputas, mas é necessário ter maturidade e responsabilidade porque diante do fascismo a gente não pode errar. Precisamos ter unidade para buscar o comum entre nós”, disse.

Confira entrevista completa:

Você já apresentou diversas propostas na área da segurança pública como foi no caso da CPI das milícias. Quais são as principais divergências entre as suas propostas e as propostas contidas no pacote anticrime de Sérgio Moro?

O pacote no Moro vai na contramão de tudo o que estamos vendo no mundo. Se aprovado, esse pacote pode aumentar ainda mais a população carcerária num projeto de privatização de presídios que pode levar o Brasil a ser o que os Estados Unidos querem deixar de ser. O tal do plea bargain (mecanismo no qual o acusado ao admitir o crime diminui a própria pena e evita julgamento) tem um nome bonito, mas 65% das comarcas brasileiras não tem defensores públicos , como isso vai acontecer? A ideia deles é estado mínimo e direito penal máximo. Não é verdade que esse é um pacote anticrime. É um pacote penal. E aí é que entra a disputa da sociedade que queremos. Nós não acreditamos que uma sociedade que prenda mais diminua a violência, por exemplo. Nós não queremos mais uma polícia que esteja submetida a uma lógica militar oriunda da ditadura.l;

Em entrevistas recentes você tem falado muito sobre unificar a esquerda. Acha que um Congresso como esse contribui para essa unidade?

Sim, sem dúvida. É muito importante que os estudantes estejam hoje debatendo esse projeto de segurança pública. O movimento estudantil tem uma série de disputas, mas é necessário ter maturidade e responsabilidade porque diante do fascismo a gente não pode errar. Precisamos ter unidade para buscar o comum entre nós.

Quais são suas expectativas em relação ao andamento do caso Marielle?

Ter chegado ao atirador foi muito importante, no entanto, precisamos saber quem mandou matar Marielle. Quem matou não foi só quem apertou o gatilho.  Precisamos chegar aos responsáveis. Qual foi a motivação política pra isso? É inaceitável que se demore tanto para chegar a uma resposta conclusiva.

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