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Conheça algumas pesquisas universitárias que impactam o meio-ambiente

28/08/2019 às 17:52, por Cristiane Tada.

Filme plástico produzido pela equipe da USP em Ribeirão Preto com resíduos de babaçu – Foto: Divulgação/FFCLRP
Fotos: Divulgação Canal Ambiental

O ministro da Ciência e Tecnologia informou que a pasta só tem recursos para pagar bolsas que financiam boa parte delas até sábado; saiba o que está em jogo:

Plástico biodegradável, casa feita com lama de rejeitos de minérios, tratamento de água, reuso na agricultura, produção de biocombustíveis com a casca de mandioca e resíduos de frutos do cerrado. Todas essas ideias incríveis são pesquisas científicas produzidas em universidades públicas brasileiras.

Grande parte delas são desenvolvidas via financiamento com bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Em meio a uma discussão grande sobre a importância de preservar a Amazônia e nosso meio-ambiente a parte triste da história é que com o corte de verbas no setor o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, informou que a pasta só tem recursos para pagar bolsas até sábado (31/8).

Isso significa a interrupção de importantes estudos e avanços que vem sendo feitos há anos.

Conheça apenas alguns. As informações são do Canal Ambiental, site que divulga diariamente estudos brasileiros e internacionais:

Pesquisadores da UFMG constroem casa com lama de rejeitos

O Brasil e o mundo acompanharam os danos e as perdas provocadas pelo rompimento da barragem de rejeitos de minério de ferro do Córrego do Feijão, em Brumadinho. Apesar do material ser descartado, pesquisadores da Escola de Engenharia da UFMG construíram uma casa com lama de rejeitos. Eles possuem a tecnologia de transformação de rejeitos e estéreis da mineração – não só a de ferro, mas também as de bauxita, fosfato e calcário – em matéria-prima para a construção civil.

Projeto da UFSE estuda reuso de água em quintais produtivos

Na região semiárida, as escassas reservas hídricas representam um sério problema socioambiental. Uma das alternativas sustentáveis para mudar este quadro está no uso da tecnologia social do reaproveitamento da chamada água cinza para a irrigação de fruteiras e hortaliças. Em Sergipe, um projeto-piloto de reaplicação e aperfeiçoamento da tecnologia social Bioágua Familiar vem incentivando a aplicação do reuso da água cinza como modelo de preservação dos recursos naturais para o uso de quintais produtivos. Ele é realizado pela Universidade Federal de Sergipe com financiamento do CNPQ. O estudo conta com a parceria do Projeto Opará: águas do rio São Francisco, patrocinado pela Petrobras.

USP produz plástico 100% biodegradável com resíduos da agroindústria

Pesquisas da USP em Ribeirão Preto criaram um plástico 100% biodegradável e competitivo com o plástico comum. A iniciativa é do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP. A química Bianca Chieregato Maniglia desenvolveu filmes plásticos biodegradáveis a partir de resíduos agroindustriais de cúrcuma, babaçu e urucum.  O fato do novo material ser totalmente desenvolvido a partir de descartes da agroindústria faz toda diferença. Ao mesmo tempo, recicla resíduos; é biodegradável; é produzido com fontes renováveis que não se esgotam como o petróleo e cultivadas em qualquer lugar do mundo. Além disso, o plástico comum leva até 500 anos para desaparecer, já o plástico biodegradável desenvolvido na USP se degrada em no máximo 120 dias.

 

UFPR busca solução para tratamento das águas

Mesmo em baixas concentrações os contaminantes emergentes encontrados na água das grandes cidades – de hormônios a fármacos – devem ser tratados para que não gerem problemas ao meio-ambiente e à saúde. Uma pesquisa da Universidade Federal do Paraná (UFPR) propõe soluções ecológicas para controlar o problema. O desequilíbrio com relação à presença de novos contaminantes nas águas pode causar problemas ambientais – como por exemplo na reprodução dos peixes – e à saúde, dos animais e do homem. Um sistema com macrófitas, plantas aquáticas que funcionam como filtros naturais, pode ser uma solução ecológica e de baixo custo para sanar o problema.

Casca da macaxeira pode servir de base para produção de energia

Apesar de ser tratada comumente como um simples alimento, recentemente a casca da macaxeira ou mandioca tem sido utilizada para a produção de bio-hidrogênio e bioetanol. A ação é resultado do trabalho Produção de bio-hidrogênio e bioetanol a partir da casca da mandioca (Manihot esculenta), do professor Dr. Eduardo Amorim e da dissertação de seu orientando, José Mendes, mestrando em Engenharia Química na Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Projeto da UFPI instala sistema de bombeamento de água no semiárido-piauiense usando energia solar

O projeto leva energia solar para bombear água de poços para uso na agricultura familiar e já beneficiou os municípios de Oeiras e José de Freitas no Piauí. Ao todo serão instalados 10 sistemas, beneficiando, assim, entre 50 e 80 famílias de forma direta.  A iniciativa nasceu do anseio do Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Energia Solar (GIPES) em querer levar à comunidade tecnologias de convivência com o semiárido de forma sustentável.

Pesquisa da UFLA estuda recuperação das áreas impactadas pelo rompimento da Barragem de Mariana

A revitalização das regiões degradadas às margens do Rio Doce é o objetivo de uma pesquisa do Departamento de Ciências Florestais da Universidade Federal de Lavras (DCF/UFLA). O trabalho desenvolverá estratégias de recuperação ecológica por meio da seleção de espécies nativas, que serão utilizadas às margens do Rio Doce para restaurar as áreas florestais, não apenas as que receberam rejeitos, mas também locais que foram degradados pela ação humana. Os resultados do trabalho trarão propostas efetivas para a restauração das matas ciliares, das áreas de reserva legal e recarga hídrica, que são fundamentais para recuperar e trazer uma melhoria ambiental mais adequada às margens da bacia.

UFG estuda produção de biocombustíveis com resíduos de frutos do Cerrado

Uma pesquisa realizada na Universidade Federal de Goiás (UFG) avalia o aproveitamento de frutas como fontes alternativas e não convencionais de origem natural para a produção de etanol. Além dos testes com jamelão, a pesquisa tem foco principal na produção de biocombustíveis com resíduos de frutas típicas do Cerrado, como a mangaba, a cagaita, o jatobá e até o pequi. Em geral, frutas como a mangaba e a cagaita são utilizadas para produção de alimentos como picolés, geleias e compotas em agroindústrias. A ideia do professor Armando García, coordenador da pesquisa é aproveitar os resíduos dessas indústrias para produzir etanol.

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