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67º Coneg convoca 57º Conune para os dias 3 a 7 de Julho

28/03/2019 às 13:12, por Cristiane Tada.


Lutas em torno da autonomia universitária devem ser pauta principal da entidade até eleição da nova diretoria

Depois de três dias de discussão e alinhamento de estratégias terminou neste domingo (24) em uma plenária final realizada na quadra da Escola de samba Tom Maior em São Paulo o 67º Coneg da UNE.

Reunidos representantes de quase 600 DCEs, UEEs, e Federações convocaram o 57º Congresso da União Nacional dos Estudantes, fórum máximo da democracia interna da UNE que definirá a próxima diretoria e as pautas políticas da entidade para a data de 3 a 7 de Julho.

Durante o Coneg os estudantes deliberaram que com a eleição do presidente Bolsonaro é preciso ampliar a oposição às medidas desse governo e retomar as ruas.

“Vemos nossa recente democracia atacada por um governo autoritário que tenta reprimir o pensamento crítico nas escolas e universidades e que, cada vez mais, busca atacar a autonomia de nossas instituições, em especial as universidades brasileiras com ações como, por exemplo, a chamada ‘Lava Jato da Educação’”, diz trecho da Carta de São Paulo aprovada em consenso por todos as entidades.

Nesse sentido o movimento estudantil já se articula em diversos estados para a construção no dia 28 de Março para uma grande Jornada de Lutas da Juventude com o tema “Resistência na Educação: Democracia sim, mordaça não”. A ideia é que movimento universitário, junto dos secundaristas, ocupe as ruas com as pautas da juventude e em defesa da educação, da liberdade, da democracia e dos direitos dos trabalhadores.

Os estudantes também querem utilizar o processo de mobilização para o CONUNE como instrumento para promover um maior debate com os estudantes brasileiros sobre como organizar a resistência democrática a esse governo.

Documentos aprovados

Os estudantes aprovaram Resoluções sobre Conjuntura, Educação e Movimento Estudantil que apontam rumos para as lutas  da entidade no próximo período.

No geral a UNE defende que diante do reagrupamento das forças reacionárias no país, a questão principal é a união de amplas forças políticas para se opor às políticas antipovo do governo federal.

Na questão educacional o documento aprovado afirma que é preciso apresentar um projeto de universidade que seja capaz de fazer uma disputa ideológica com o conservadorismo do governo e que garanta a educação pública, gratuita, de qualidade e popular, que atenda às necessidades da classe trabalhadora e questione o elitismo da educação.

A defesa da educação, do ensino básico à universidade, exige o fortalecimento das entidades estudantis junto aos movimentos sociais e os setores organizados da sociedade.

Para o futuro do movimento estudantil a UNE estará mobilizada na defesa da autonomia universitária. A entidade deve se manter atenta aos diversos processos de pesquisas eleitorais para reitorias das universidades e institutos federais, garantindo a plena participação dos estudantes e combatendo as tentativas do governo Bolsonaro de impor seus candidatos contra a vontade da comunidade universitária.

Moções

Foram aprovadas ainda durante a plenária final dez moções consensuais que destacam assuntos como apoio à criminalização da LGBTfobia pelo STF, em defesa das cotas raciais, em repúdio pela expulsão de estudantes da casa de estudante de Natal  entre outras. Leia na íntegra:

Resoluções-do-67°-Conselho-Nacional-de-Entidades-de-Gerais-da-União-Nacional-dos-Estudantes

Regimento-do-57º-Congresso-da-União-Nacional-dos-Estudantes CARTA-DE-SÃO-PAULO-DO-67º-CONEG

CARTA-DE-SÃO-PAULO-DO-67º-CONEG

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