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Coneg aponta rumos de resistência para garantir permanência estudantil

24/03/2019 às 14:05, por Redação .


Fotos: Victor Santo / CUCA da UNE

Estudantes discutem ações diante contingenciamento de recursos nas universidades

Na tarde de sábado (23/3) o debate sobre Acesso e Permanência estudantil e autonomia universitária foi um dos mais importantes do fórum estudantil.

A educadora popular e quilombola, Kelly Araújo, lembrou que indígenas e quilombolas estão sendo massacrados desde o início do governo Bolsonaro.

Em sua fala ela respondeu ao comentário do presidente sobre o baixo rendimento dos estudantes beneficiários do Bolsa Família.

“Sou fruto do bolsa família a primeira politica de assistência na minha vida. E eu não menti um mestrado como a nossa ministra, eu estudei e passei.”

Kelly destacou que autonomia universitária é muito mais que financeira, e é também política. “A universidade tem que andar com suas própria pernas e a comunidade tem que fazer parte disso. Por isso a gente precisa ressignificar a forma que a gente a vê”, destacou.

Pressão nas eleições

Já a ex-diretora da UNE, Mirelly Cardoso, alertou para o fato do duro processo de sucateamento que o setor vai passar, e para ela o sinônimo da palavra resistência é autonomia universitária.

“Quando dizem que o reitor que será eleito não será o indicado, não é para ter dó, temos que ter pena é do nosso voto, porque quem ganhou compôs uma chapa, apresentou um programa para os professores, técnicos e alunos, nós votamos num processo democrático, e esse cara que é a figura pública daquela chapa não será o reitor que a gente escolheu. Então esse ataque a autonomia universitária é direto a gente e as nossas escolhas”.

Para ela a gestão participativa vai ser um dos nossos maiores trunfos para resistir ao processo de sucateamento da universidade. “Precisamos ter nos espaços universitários os espaços tripartites, de técnicos, estudantes e os professores para determinar o rumo político e o rumo dos recursos da instituição. No dia da reunião que vamos decidir se paga a luz ou as bolsas, temos que está lá para dizer que serão pagas as bolsas”.

A ex-vice-presidenta da UNE Katerine Oliveira, também alertou a respeito as eleições de reitores, e sua importância para os estudantes conseguirem ter voz nos conselhos. “O dinheiro será difícil nessa conjuntura do ponto de vista da assistência então vamos depender da nossa resistência”, afirmou.

Ela lembrou que vão acontecer em breve as primeiras eleições de reitor neste governo Bolsonaro e é preciso fazer uma rede de solidariedade em torno dos reitores que forem eleitos em todas as universidade.

“A UNE e a rede de DCEs que compõe tem que tá nessa campanha para que os candidatos que não ganharam desistam de colocar seu nome no conselho universitário, segundo Bolsonaro indique o candidato que elegemos porque num primeiro momento e acho que é isso o que o Brasil tá precisando. Se não indicar o candidato eleito, vamos dizer que UFRJ vai parar, vamos dizer que Unirio vai parar, essas que são as primeiras, porque logo depois vem a UFMG, UFPI, UFPA e as as universidades do Brasil inteiro que terão eleições nos próximos 4 anos. Temos que começar esse governo com esse sentimento para as próximas eleições que vierem”.

Hoje existe uma consulta extraoficial organizada nas universidades, mas cabe  ao Conselho Universitário a indicação de três nomes para a reitoria e o presidente da República dá a palavra final com a nomeação. O governo Bolsonaro foi o primeiro em quinze anos a ignorar a indicação do conselho e indicar não mais o primeiro, mas o candidato mais aliado ideologicamente ao seu projeto.

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