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Centro dos Estudantes de Santos e Região tem nova diretoria

31/10/2019 às 18:11, por Sara Puerta .


Estudante de fisioterapia da Unifesp, Aline Cabral é a nova presidenta da entidade 
No último dia 26, o Congresso do CES (Centro dos Estudantes de Santos e Região) teve seu processo eleitoral para definir a próxima diretoria que ficará à frente da entidade nos próximos dois anos. A chapa única “Unidade caiçara pra defender o CES”  teve 40 votos e com isso a estudante de fisioterapia da Unifesp, Aline Cabral, 22 anos, irá presidir o Centro, que é a segunda mais antiga entidade estudantil, fundada em 1932, ficando atrás apenas do Centro Acadêmico XI de Agosto, da Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP), que foi fundado em 1903.
Conversamos com a recém eleita presidenta sobre os desafios do CES, que chega com gás total para intensificar a atuação da entidade, para torná-la um pilar e referência nas lutas da região.
Aline que já é formada em educação física, não pretende sossegar no aprendizado sobre a saúde e do comprometimento com a militância. “Dessa segunda graduação em fisioterapia, pretendo ingressar no mestrado, militar no movimento da pós-graduação. Sou apaixonada pelo modelo do SUS, acredito que devemos lutar pela saúde pública e tenho um sonho de me tornar ministra“, planeja Aline.
Confira a entrevista!

Como começou no movimento estudantil? O que te atraiu na militância?

Já no meu primeiro dia de aula no curso de Educação Física na Unifesp (2015), os veteranos nos levaram para conhecer as quadras, piscinas e o espaço físico da universidade: Para o meu espanto não havia quadra, piscina, laboratório, apenas um chão de concreto, porque a universidade não tinha verba
Fiquei indignada e de lá em diante, fui representante do curso e fui me aproximando do movimento estudantil e comecei a participar do coletivo pró CA de Educação Física.
Conheci o Caio Yuji, atual presidente da UEE-SP e na época vice regional da entidade, que me orientou a fundar o CA do curso.

Participei da Ocupação da Unifesp em 2016 e das greves que se seguiram, conheci o CES e participei da organização do Congresso, em 2017, em que fui eleita como secretária geral da entidade. Nessa época participei do meu primeiro congresso da UNE, e pude ver a real dimensão do movimento estudantil. Ali compreendi o quanto é importante a luta e a organização.

Quais são os objetivos dessa próxima gestão do CES?

Vamos dar continuidade ao processo de reconstrução da entidade para os estudantes, expandindo a rede do Movimento Estudantil e fazendo a luta na rua e também via institucional,  estando presente na Câmaras dos Vereadores e organizando mobilizações.
Seguiremos na representação na luta por mais direitos aos estudantes, objetivando apresentar conquistas como o passe livre estudantil, a expansão do transporte VLT, a implementação de um Bom Prato Estudantil e a defesa da Universidade Pública.
Também ressignificar o uso da sede do CES como a Casa do Estudante: que proporcione e seja palco da da resistência na baixada santista e também um local de acolhimento e escuta dos estudantes, debatendo a saúde mental, cultura e lazer.

Quais as particularidades e os principais desafios para os estudantes da Baixada Santista? 

A mobilidade é um dos principais questões para os estudantes da região – e causa de grande evasão na graduação – uma vez que  as universidades se concentram em Santos, e assim, os estudantes de toda região utilizam fretados para estudar, gerando um custo muito alto para esses universitários,  já que os pedágios e os reajustes no preço dos combustíveis refletem também no aumento no valor desse transporte.

Também temos como desafio o estágio e emprego  para o jovem na Baixada santista. Atualmente, temos a maior quantidade de vagas ofertada no terceiro setor, sem garantias e direitos (dentro do processo de “uberização”) ou vender doces e comidas na faculdade. Para empregos melhores os estudantes costumam sair da região.

Como enxerga a militância feminina no movimento estudantil? Quais a propostas do CES para as estudantes?

Desde quando era secretária já sentia o quanto é difícil o âmbito da luta política para nós mulheres, isso me faz assumir a presidência com a maior garra. As mulheres precisam estar cada vez mais nestes espaços e dar a linha da luta do movimento estudantil, que por tanto tempo foi um local reservado aos homens.

A nossa gestão é prioritariamente construída por mulheres. Teremos uma diretoria de combate às opressões, que irá debater temas sobre feminismo, sobre a mulher no âmbito universitário, a questão do assédio e acesso de estudantes que são mães nas universidades.

Como uma pessoa da Baixada pode participar do CES?

Pode entrar em contato por meio nossas redes ou dos nossos diretores na sua universidade. O estudante pode contar com o CES para organizar seu CA ou DA ou fazer parte do debate das pastas da entidade.

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