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Leia carta de convocação do 57º Congresso da UNE

14/04/2019 às 12:08, por Cristiane Tada.


Carta de São Paulo do 67º CONEG

São Paulo, 24 de Março de 2019

A União Nacional dos Estudantes, junto aos Diretórios Centrais dos Estudantes (DCEs), Diretórios Acadêmicos (DAs), Entidades Gerais Municipais, Executivas de curso e Uniões Estaduais dos Estudantes convocam neste 67º Conselho Nacional de Entidades Gerais da UNE todos os estudantes brasileiros a se somarem na resistência em nossos locais de estudo, trabalho e moradia em defesa da educação, dos nossos direitos sociais, da democracia e da soberania nacional.

O movimento estudantil brasileiro e a UNE têm no seu DNA a posição de vanguarda na defesa de um Brasil mais justo, soberano e igual. Foi assim que enfrentamos as ditaduras, os ataques neoliberais às nossas universidades, os interesses entreguistas alheios ao nosso desenvolvimento, os tubarões do ensino privado e tantas ameaças aos nossos direitos. Com a eleição do presidente Bolsonaro, a luta precisa se ampliar. Ela se deu após a arbitrária prisão política de Lula, líder das pesquisas no primeiro turno. A sentença de Lula precisa ser revista e sua liberdade imediata. Sofremos na pele os impactos de uma crise econômica ainda não resolvida com alto índice de desemprego, em especial entre a juventude; se acirra precarização das relações de trabalho e avança a tentativa de aprovar uma Reforma da Previdência que prejudica as mulheres, os jovens, os/as negros/as e os mais pobres.

O denominado “pacote de Leis anticrime” de Moro ainda representa um reforço do autoritarismo estatal negando direitos básicos, sobretudo aos setores mais vulneráveis, e legalizando práticas tipicamente milicianas. Vemos uma política externa do governo federal de alinhamento automático a países como os EUA com entrega de nossas riquezas e sem interesse em manter a paz na América Latina com a tentativa de intervenção na Venezuela por parte do governo. Vemos nossa recente democracia atacada por um governo autoritário que tenta reprimir o pensamento crítico nas escolas e universidades e que, cada vez mais, busca atacar a autonomia de nossas instituições, em especial as universidades brasileiras com ações como, por exemplo, a chamada “Lava Jato da Educação”. Mesmo diante de tantos ataques, a resistência se mostra presença não só dos movimentos sociais, mas também a partir de uma brusca redução da popularidade do presidente e do rechaço do povo brasileiro às suas medidas econômicas. Ainda, um mar de denúncias circunda o presidente eleito e seu clã (família Bolsonaro) com denúncias de caixa 2, candidaturas laranja e até relações próximas com agentes da milícia.

É preciso ampliar a oposição às medidas desse governo e retomar as ruas. O dia 8 de março foi uma prova do poder de mobilização das mulheres em que a luta contra a reforma da previdência e por igualdade foram bandeiras importantes. No dia 14 de março, denunciamos em todo o Brasil a data de um ano sem respostas sobre os mandantes do assassinato da ex-vereadora do RJ Marielle Franco (PSOL-RJ) e exigimos saber afinal quem mandou e porquê mandou matar Marielle. O movimento estudantil já se articula em diversos estados para a construção no dia 28 de Março de uma grande Jornada de Lutas da Juventude com o tema “Resistência na Educação: Democracia sim, mordaça não”. O movimento universitário, junto dos secundaristas, vai ocupar as ruas com as pautas da juventude e em defesa da educação, da liberdade, da democracia e de nossos direitos. Ainda, neste 67º CONEG da UNE convocamos o 57º Congresso da União Nacional dos Estudantes, fórum máximo da democracia interna da UNE que conta com votações em milhares de universidades em todos os estados do país e que definirá a próxima diretoria e as pautas políticas da UNE. O processo de mobilização para o CONUNE será sem dúvida um forte instrumento de promover um maior debate com os estudantes brasileiros sobre como organizar a resistência democrática a esse governo.

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