5 vezes em que Weintraub provou não entender nada sobre a educação brasileira

Ministro coleciona polêmicas e declarações infundadas nas redes sociais

Ministro coleciona polêmicas e declarações infundadas nas redes sociais

Não faz nem um ano que o economista Abraham Weintraub assumiu o comando do Ministério da Educação (MEC), mas sua postura, – ou a falta dela -nas redes sociais e até mesmo em entrevistas fazem parecer que ele está há anos na pasta. Entre erros gramaticais e afirmações desencontradas, confira as cinco vezes em que o ministro da educação provou não entender nada sobre a educação brasileira:

Não tem pesquisa em segurança pública?

Tem sim! Ao lançar um programa para o fomento de estudos sobre segurança pública, Weintraub, ao lado do Ministro da Justiça Sérgio Moro afirmou não haver tal linha de pesquisa nas universidades. Contudo, só em 2018, a Capes registrou 246 trabalhos de mestrado e doutorado na área, segundo catálogo da própria instituição.

Ainda podemos falar sobre o Fórum de Segurança Pública, o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV), o Núcleo de Estudos sobre violência e Segurança da Universidade de Brasília (Nevis), o Núcleo de Estudos de Violência e Direitos Humanos da Universidade Federal de Juiz de Fora (Nevidh) e muitos outros.

Desempenho ruim?

Logo no início de sua gestão, o ministro afirmou que o MEC cortaria recursos de universidades que não apresentassem o desempenho acadêmico esperado e estivessem promovendo “balbúrdia” em seus campi. Os orçamentos da Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA) foram escolhidos para serem enxugados. O que o ministro não sabia, no entanto, era que as três universidades na verdade obtiveram melhora no ranking internacional de avaliação de universidades, o Times Higher Education (THE).

Drogas nas universidades?

Em entrevista a um canal do Youtube, o ministro fez afirmações de que haveria “plantação de ervas para produção de drogas” nas universidades federais brasileiras. E ainda que as universidades teriam “plantações extensivas” de maconha e produção de drogas sintéticas em laboratórios de química. Tudo isso sem provas.

O que Weintraub não deve saber é que em 2018, após cinco anos de trabalho, pesquisadores do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) chegaram a um mecanismo que pode ser uma importante solução para combater o vício em cocaína. Na UnB, em 2019, uma pesquisadora recebeu o sinal verde da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para usar canabidiol no tratamento de viciados em crack.

Atacar líderes estudantis?

Os famosos ‘’tsunamis da educação’’ em 2019 receberam apoio de diversos segmentos da sociedade. Em um vídeo postado no Twitter da UNE, o ator Paulo Betti parabenizava os estudantes. O ministro, porém, achou divertido escrever ‘’ Típico representante da UNE por faixa etária. “Djoven” e “dssscolado”. Acho que em alguns anos pedirão bolsa para comprar andador, Coréga e fralda geriátrica para líderes estudantis.’’

A UNE, em seus quase 83 anos de história, já defendeu o petróleo brasileiro, lutou contra os desmandos da ditadura, e obteve conquistas importantes como a meia-entrada estudantil, os 10% do PIB para a educação, o Prouni, o Fies… Atacar os estudantes gratuitamente mostra o pouco conhecimento sobre a importância deles na defesa da democracia e da sociedade brasileira.

Imprecionante?

Pois é. Impressionante, este adjetivo de dois gêneros, se escreve com dois s, ministro!

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