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CULTURA DENTRO DO BOLSO – ESPECIAL MST

Esta semana o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra completou 30 anos a coluna de hoje (24/01)  é especial em homenagem à luta pela terra. Confira dicas de músicas, livros e filmes que discutiram o tema e registraram o movimento, bem como sua contribuição para a luta da reforma agrária e por mais justiça social. Bom fim de semana!  

LIVRO “TERRA”, DE SEBASTIÃO SALGADO

Livro de fotografias do famoso fotógrafo Sebastião Salgado sobre a realidade dos acampados e assentados. Lançado em abril de 1997. Além de uma centena de fotos em preto e branco do meio rural brasileiro, o trabalho traz texto de José Saramago e vem acompanhado de um CD com músicas de Chico Buarque.

A partir de R$ 250,00 no Estante Virtual

Ouça o CD do Chico Buarque:

LIVRO “OS SERTÕES”, DE EUCLIDES DA CUNHA

Uma das maiores obras brasileiras escrita por Euclides da Cunha e publicado em 1902. É um relato da Guerra de Canudos (1896-1897), no interior da Bahia. Euclides da Cunha presenciou uma parte desta guerra como correspondente do jornal O Estado de S. Paulo. Pode ser entendido como uma obra de Sociologia, Geografia, História ou crítica humana. Ou apenas uma epopeia da vida sertaneja em sua luta diária contra a paisagem e a incompreensão das elites governamentais.

A partir de R$5,oo no Estante Virtual

LIVRO “A GUERRA DO CONTESTADO”, DE ÉLIO SERPA

O autor dá a narrativa um caráter social-histórico, tratando o movimento como movimento social. Os que se rebelaram são interpretados como sujeitos históricos ao entrarem na cena como pessoas que vivem, que sonham, que trabalham, que rezam, que renegam culturas contrárias às suas tradições, que enfrentam dificuldades cotidianas no trato com as doenças e com a sobrevivência, que lutam contra uma ordem social prejudicial aos seus interesses.

A partir de R$ 10 no Estante Virtual

TRILOGIA DA DIRETORA TETE MORAES

Uma das mais interessantes cineastas do Brasil, a carioca Tetê Moraes realizou três filmes que abordam a questão da reforma agrária e do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Tetê Moraes não participa do movimento nem quer ser vista como sua cineasta oficial. Sua ligação é com a luta pela terra, o papel das mulheres e as formas populares de fazer política.

A sua trilogia começa com “Terra para Rose”. Em outubro de 1985, período de transição política, pós ditadura militar, início da democracia no país e embrionário para a formação do MST, Tetê Moraes documenta o primeiro acampamento de sem-terra do país, uma ocupação da fazenda Anoni, no Rio Grande do Sul, considerada improdutiva na época. O documentário é narrado sob a ótica das mulheres sem terra, uma delas, Roseli celeste Nunes da Silva, a Rose, foi morta em 1987 quando um caminhão se jogou contra uma manifestação do MST, caso até hoje nunca esclarecido. Antes de morrer, Rose teve um filho, Marcos, o primeiro bebê nascido no assentamento. Marcos se tornou símbolo da terra, da vida e da esperança.

Dez anos depois, Tetê Moraes quis saber o que havia ocorrido com aquelas pessoas que haviam ocupado a fazenda Anoni. Voltou então ao Rio Grande do Sul e iniciou um processo de documentação e pesquisa que resultou no filme “O Sonho de Rose – 10 anos depois”, que narra os resultados surpreendentes e as experiências bem sucedidas dos assentamentos, com a criação de cooperativas tornando uma terra antes improdutiva em local de sustento para 1500 famílias. O filho de Rose, Marcos, aparece no documentário.

Em “Frutos da Terra”, filmado em 2008 e lançado em 2010, Tetê Moraes desta vez vai atrás do paradeiro de Marcos Tiarajú, o primeiro bebê nascido na Fazenda Annoni, em 1985. Na época da filmagem do curta metragem, Marcos estava com 22 anos e era bolsista de medicina, em Cuba. Marcos é o fruto da luta de sua mãe, Rose, e tantos outros sem terra.

 

Fruto da Terra from CurtaDoc Acervo on Vimeo.

VÍDEO REPORTAGEM “É POSSÍVEL”, DO COLETIVO CATARSE

O Coletivo Catarse, de Porto Alegre, aborda os 25 anos do MST no vídeo-reportagem “É possível”, de 2009. Produzido originalmente para a TVE do Paraná, a reportagem de mais de 50 minutos reúne depoimentos e imagens históricas da luta pela terra, numa reflexão sobre a Reforma Agrária no Brasil. A reportagem enfoca ainda as experiências de assentamentos, como o da fazenda Anonni, em Sarandi (RS).

VÍDEO “CRESCEMOS SOMENTE NA OUSADIA”

Vídeo feito em homenagem aos 25 anos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) a partir da Marcha Estadual “Maria Cícera Neves”, agosto de 2009. O filme apresenta depoimentos de parceiros e parceiras do movimento, imagens de momentos históricos de sua trajetória e também desta última marcha. Além disso, ele se propõe a refletir sobre a relação do MST com as questões urbanas. Participam do vídeo figuras importantes como Plínio de Arruda Sampaio, Fernando Anitelli (Integrante do grupo Teatro Mágico) e GOG (Poeta e MC).

DOCUMENTÁRIO “A MAIOR MARCHA DO BRASIL”

O jornalista da BBC de Londres Gibby Zobel, acompanhou uma marcha de 17 dias que reuniu 12 mil sem terra. De Goiânia até Brasília, eles formaram uma coluna de quatro quilômetros na BR-060. O filme segue quatro participantes, mostrando o dia a dia da longa marcha de 238 quilômetros pela reforma agrária.

 FILME “GUERRA DE CANUDOS”, DE SÉRGIO RESENDE

 O filme dirigido por Sérgio Rezende é baseado no célebre episódio da Guerra de Canudos (1896 a 1897), na qual o exército brasileiro enfrentou os integrantes de um movimento liderado por Antônio Conselheiro. Os seguidores de Conselheiro apenas defendiam seus lares, mas a nova ordem não podia aceitar que humildes moradores do sertão da Bahia desafiassem a República. Assim, em 1897, o conflito termina com um massacre dos insurgentes sertanejos.

 MÚSICA “PEOPLE OF THE SUN”, RAGE AGAINST THE MACHINE

Uma das maiores bandas de rock do mundo dedicou uma música ao MST durante a sua passagem pelo Brasil, no festival SWU, que ocorreu na cidade de Itu, interior de São Paulo. Zack de la Rocha, vocalista da banda, disse de cima do palco: “Esse som vai para os irmãos e irmãs do MST: People of the sun”.

MÚSICA  “MST”, DEAD FISH

A principal banda de hardcore da cena atual no Brasil, a Dead Fish, gravou no seu primeiro disco, Sirva-se, de 1998, uma música chamada MST. A letra diz “O que te faz pensar que sou tão diferente de você? / pois eu tenho família e filhos pra criar / e sou eu que estou aqui / lutando pelo que é meu por direito” e emenda em um refrão já clássico da música alternativa brasileira: “Devo ocupar / Devo produzir / Devo resistir”

CHICO CÉSAR, LECI BRANDÃO E BETH CARVALHO CANTAM O MST

Três nomes importantes da arte brasileira gravaram músicas do compositor do MST Zé Pinto que fizeram parte do primeiro disco que o movimento lançou.

Chico César canta “Floriô”

Leci Brandão canta “Pra soletrar a liberdade”

Beth Carvalho canta “Ordem e progresso”

Editada por Cristiane Tada e Rafael Minoro

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