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18ª FMJE: AMÉRICA LATINA E CARIBE EM TEMPOS DE MUDANÇA E TRANSFORMAÇÃO

Na quarta-feira (11/12), os delegados da América Latina e Caribe aprovaram o texto do documento intitulado “América: em tempos de mudanças, transformações e lutas antiimperialistas”.

A declaração reafirma que o “continente americano vive um ciclo político de mudanças e transformações sociais criando uma nova forma de institucionalidade com ampla participação social surgida nas lutas populares contra o neoliberalismo e na busca pela autodeterminação dos povos’’.

Tratando do surgimento da UNASUL, da CELAC e da ALBA, o texto coloca que esses espaços de integração superaram as estruturas impostas pelo império, para regular as relações interamericanas em função de interesses imperialistas.

A luta anti-monopólica e pelo direito à democratização da comunicação foi colocada como “na ordem do dia” pela declaração. “Por isso, apoiamos a Ley de Medios e o Marco Civil da Internet implementado pela Argentina e pelo Equador, respectivamente, como mecanismos para democratizar os meios de comunicação e derrotar os grandes monopólios midiáticos”, diz trecho do documento.

Nas ruas

Outro ponto tratado no texto foi a invasão das ruas por parte dos estudantes latino americanos pedindo por uma sociedade mais justa e solidária com educação pública, gratuita e de qualidade. Segundo o documento, essas manifestações foram impulsionadas pelas lutas estudantis atuantes em todo o continente.

Sobre as manifestações pela educação, a resolução final aponta o caso brasileiro, quando, em junho último, milhares de pessoas foram às ruas por mais investimentos na área e por mudanças no sistema político. O exemplo chileno também foi citado quando ‘’os estudantes denunciaram a mercantilização da educação” e com isso passaram a representar um processo de luta por um novo projeto de desenvolvimento e “levou ao parlamento (chileno) quatro ex-dirigentes estudantis entre eles as companheiras Camila Vallejo e Karol Cariola”.

No que tange aos investimentos em educação, existe a ponderação de que, apesar do aumento do que é investido, as marcas deixadas pelo neoliberalismo ainda estão presentes no continente, onde 50% das matrículas em cursos superiores são feitos em universidades privadas.

Dentro desse contexto, a OCLAE (Organização Continental Latino-Americana e Caribenha de Estudantes) impulsionou a campanha “Educação não é mercadoria”. Essa campanha “tem como objetivo construir a proposta dos estudantes para a integração educacional do continente para fazer a região soberana do ponto de vista de sua produção científica, tecnológica e de produção de conhecimento”.

Ao final da declaração, o texto afirma que a ‘juventude da região está disposta a lutar pela sociedade que sonharam nossos libertadores e os grandes Hugo Chávez e Nelson Mandela. Convidamos todos os jovens a encher as ruas para aprofundar as mudanças iniciadas por este novo ciclo político e superar as reminiscências do neoliberalismo em nosso continente’’.

> Leia aqui a declaração na íntegra.

Assistam ao vídeo sobre o 18º FJME:

De Quito, Thiago Cassis
Foto: João Dias/UNE

 

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