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"CATRACA DE OURO" GERA PROTESTO DE ESTUDANTES DA FEA-USP

Na última quinta-feira (19/9),um grupo de estudantes realizou manifestação pacífica dentro da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) contra a instalação de catracas no prédio. Em um plebiscito de maio do ano passado, 79% dos estudantes já haviam rechaçado a ideia. No entanto, o projeto das catracas foi levado adiante porque venceu entre professores e funcionários.

Na época, o  o Centro Acadêmico Visconde de Cairu, entidade representativa dos estudantes da faculdade em questão, tentou fazer um abaixo-assinado para que a medida não cerceasse a entrada ao prédio. A ideia dos alunos era que as catracas pudessem ser colocadas apenas na área que dá acesso a sala dos professores. “O abaixo-assinado não foi para frente”, conta o diretor do CA, André Noggerini.

Agora, o assunto voltou à tona com a divulgação pelo Conselho Técnico Administrativo da FEA do valor inicial apenas das obras para estruturar as catracas, ainda sem o custo das próprias catracas: R$ 1,2 milhões.

O Centro Acadêmico buscou órgãos institucionais para achar outras alternativas de segurança que não dificulte o acesso livre e a entrada na Faculdade. “A manifestação da semana passada uniu os estudantes da Faculdade e o CA em uma Frente de Trabalho sobre Segurança na FEA para pensar medidas e a nossa atuação nesse sentido”, destacou André.

A Frente agora questiona os argumentos desse projeto de “controle de acesso” e quer que seja retomada a Comissão de Segurança da FEA –órgão paritário extinto desde o plebiscito do ano passado– para discutir alternativas. Por enquanto, a instalação das catracas está parada. De acordo com Noggerini, o diretor da Faculdade, Reinaldo Guerreiro, acha possível uma retomada da Comissão de Segurança para o debate do assunto.

“Queremos convencer alunos e funcionários que podemos buscar outros caminhos sem o cerceamento do acesso ao nosso prédio”, destacou o diretor do CA.

Entre as alternativas que os estudantes oferecem está o mapeamento de furtos na Universidade e a instalação das catracas apenas na área de acesso a sala dos professores.

Para o diretor da UNE, Thiago José, que esteve presente ao protesto, o ambiente universitário não combina com catracas ou qualquer tipo de controle de acesso. “O que deve acontecer é exatamente o contrário, a universidade deve abrir suas portas e compartilhar seu conhecimento e experiências com a sociedade”, avalia.

Cristiane Tada

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