Pular para o conteúdo Pular para o Mapa do Site

JORNADA DE LUTAS: SÃO PAULO VAI PARAR DIA 26 DE MARÇO

Mais de 30 movimentos ligados a educação, cultura, mulheres, combate ao racismo, meio ambiente e direitos humanos estarão juntos para lutar por políticas que avancem nos direitos da juventude brasileira. A Jornada Nacional de Lutas em 2013 será realizada pela primeira vez de forma unificada, entre os dias 21 de março e 11 abril, com uma série de atos por todo país.

A manifestação da capital paulista será na próxima terça-feira (26/03), às 9h. O ato reunirá estudantes, sindicalistas, trabalhadores e diversos outros movimentos sociais que se deslocarão da Praça da Sé até a Praça da República.

As lutas em São Paulo são pela reserva estadual de vagas “Cotas sim, Pimesp não”, passe livre para o estudante prounista e o combate ao extermínio da juventude negra. As reivindicações também irão incorporar as bandeiras nacionais, como a defesa dos 10% do PIB para a educação e uma ampla reforma política. “Estamos nas redes, nas ruas, nas praças, nos organizando e nos mobilizando pra fazer dessa jornada uma vitória pra juventude paulista”, afirmou a presidente da União Paulista dos Estudantes (UPES), Nicoly Mendes.

Bandeiras

O Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público Paulista (Pimesp) prevê que, até 2016, 50% das vagas de cada curso sejam destinadas aos alunos que cursarem integralmente o ensino médio em escolas públicas.

A polêmica está na exigência de que até 40% desses estudantes ingressem a partir de um curso preparatório com duração de dois anos. Em moção aprovada no 61º Conselho de Entidades Gerais da UNE (CONEG), os estudantes consideraram que a imposição de um ‘college’ apenas para os estudantes cotistas é uma medida que cria um processo de discriminação negativa. “É inadmissível que estudantes negros e índios e oriundos de escola pública tenham que passar por duas etapas de seleção para ingressar na universidade, enquanto estudantes oriundos de escola particular tem somente uma”, explicou o presidente da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE), Alexandre Silva.

O passe livre para estudantes do Programa Universidade para Todos (ProUni) também é uma bandeira que tem sido defendida já ha algum tempo pela UNE. Alexandre afirma que a passagem de ônibus é a segunda maior causa da evasão do ensino superior brasileiro, só perdendo para as altas mensalidades. “Se for aprovado, mais de 150 mil estudantes no município de São Paulo serão beneficiados, podendo diminuir e muito este índice nas instituições de ensino superior”, ressalta.

Além da necessidade de investimento de 10% do PIB brasileiro na educação pública, a Jornada de Lutas da Juventude Brasileira vai defender as reformas agrária e política; a luta por trabalho decente, a democratização dos meios de comunicação; e o combate à violência e extermínio da população jovem e negra, principalmente nas periferias das grandes cidades como São Paulo – dados recentes do Conselho Nacional de Juventude mostram que, do total de homicídios no país, 70,6% das vítimas são negras e 53,5% são jovens com idades entre 15 e 19 anos.

Mobilizações Brasil afora 

Estão previstas grandes mobilizações em mais dez capitais brasileiras: Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre.

Participam desta Jornada o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Fora do Eixo, Nação Hip Hop Brasil, Marcha Mundial das Mulheres, União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), a Pastoral da Juventude, entre outras organizações.

Para o coordenador do coletivo de juventude do MST, Raul Amorim, o principal desafio da juventude brasileira é construir um processo de ascensão das lutas políticas no Brasil. “Esse desafio só será alcançado dentro de um processo de se reconhecer como sujeito político capaz de garantir as verdadeiras transformações sociais necessárias para o país. É entender que é possível se articular, construir mobilizações conjuntas, que a luta é o tempero da transformação”, afirma.

Cristiane Tada

Pular para o Conteúdo Pular para o Topo