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ESTUDANTES DE CUIABÁ SE MOBILIZAM CONTRA AÇÃO DA POLÍCIA

Em manisfestação pacífica ontem (6/03)  pelas ruas de Cuiabá, estudantes do DCE da  Universidade Federal do Mato Grosso foram agredidos e alguns presos pela polícia. Neste momento eles tomam novamente as ruas para  protestar contra ação violenta da polícia. Leia na íntegra Nota de repúdio dos estudantes do Instituto de Linguagens à agressão da polícia:

“NOTA DE REPÚDIO E REIVINDICAÇÃO – PAZ SEM VOZ NÃO É PAZ, É MEDO”

 Diante da possibilidade de perder o auxílio moradia, medida garantida pelos programas de assistência estudantil pelo REUNE, estudantes da UFMT resolveram se manifestar pacificamente na Avenida Fernando Corrêa.

Passados 40 minutos de protesto, que foi acompanhado desde o início por uma guarnição da PM-MT, decidiu-se rumar para a reitoria da UFMT. Contudo, o desfecho, como previsto, não pode acontecer devido a desastrosa chegada da ROTAN da PM-MT.

Os membros da ROTAN PM-MT, que não portavam identificação em seus uniformes, abortaram o diálogo e partiram para ações violentas como mostram as imagens registradas. Os soldados atacaram os estudantes com munição não letal (balas de borracha e de festim) a queima-roupa, e coagiram os que registravam a operação desastrosa.

A lamentável situação resultou em no mínimo 10 estudantes feridos, alguns com gravidade, e seis detidos brutalmente que foram conduzidos aos CISC-Planalto, sem o atendimento médico necessário aos seus ferimentos.

No CISC-Planalto continuaram as violações aos direitos civis, com tortura psicológica, agressões físicas e cerceamento de direitos a representação legal. Os advogados da OAB e Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (ADUFMAT) que compareceram ao local para defender seus clientes também foram detidos enquanto tentavam atuar para garantir o direito dos estudantes e acalmar os ânimos das autoridades que ainda se mostravam exaltados. Os detidos só foram libertados durante a madrugada. Tendo permanecidos retidos desnecessariamente e brutalmente por mais de 10 horas.

Apesar da gravidade da situação de repercussão nacional até o momento a Reitoria da UFMT não se manifestou nem sobre a situação dos estudantes em vias de perderem suas moradias, nem sobre a violência do Estado.

Diante disso a comunidade universitária e a sociedade esperam que:

-O impasse quanto às moradias estudantis, garantida por programas do governo federal, tenha, pelas vias legais e administrativas, desfecho favorável aos estudantes que dependem desse auxílio;

-Sejam apuradas as ações e condutas do aparato policial estatal, na esfera policial militar e judiciária civil que culminaram na violação dos direitos civis dos estudantes que foram desnecessariamente agredidos e detidos enquanto reivindicavam pacificamente seus direitos.

Importante deixar registrado que a comunidade universitária está chocada com a escala de violência que atinge todos os níveis de nossa sociedade. Especialmente a violência que vem do Estado, que deveria atuar a favor dos cidadãos, oferecendo, ao contrário do que ocorreu, apoio e segurança, fazendo valer a liberdade de expressão e de direitos e as garantias civis.

 Cuiabá, 7 de março de 2013.

 Estudantes do Instituto de Linguagem da UFMT

 

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