Pular para o conteúdo Pular para o Mapa do Site

DCE UNIP REFORÇA LUTA PELO PASSE LIVRE PARA PROUNISTAS

Estudantes da Universidade Paulista (UNIP) estão mobilizados para defender o passe livre para alunos do Programa Universidade para Todos (ProUni). Nas próximas semanas acontecerão vários debates e os alunos vão recolher assinaturas para um abaixo-assinado.

A necessidade do passe livre foi ressaltada no Encontro dos Estudantes do PROUNI que a UNE promoveu durante a Caravana Brasil + 10 da entidade, em maio de 2012. Em entrevista ao site da UNE, Márcio Bico, presidente do DCE da UNIP e membro da Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social do PROUNI (CONAP), falou sobre a urgência de dessa conquista para melhoria do programa e para garantir a evasão escolar universitária.

A UNIP recebeu em maio do ano passado o fechamento da Caravana UNE Brasil+10 e do Circuito UniverCidade da UEE-SP, reunindo mais de mil estudantes no auditório principal para debater o PROUNI. Como você avalia, de maneira geral, este programa?

De fato, para nós da UNIP, foi uma grande satisfação receber a caravana da UNE e o Circuito UniverCidade realizado por iniciativa da UEE-SP, pois, o PROUNI é uma das maiores conquistas das novas gerações. Jovens provenientes de classes menos privilegiadas, hoje, podem se tornar agentes de transformação da sua própria realidade graças a este programa, que contempla quem tem potencial e não tem condições para trabalhar tal potencial. Quantos talentos não ficariam desperdiçados se não houvesse um programa com esse objetivo? O PROUNI concretiza uma igualdade real, e não apenas formal, que deixava tudo por conta do jovem, sobre o qual recaía a culpa por não se tornar um vencedor.

Sou também membro efetivo da CONAP (Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social do PROUNI) e tenho muito orgulho de representar os interesses dos estudantes do PROUNI junto a essa Comissão que tem voz no Ministério da Educação e no próprio governo. Atuamos para fiscalizar e fortalecer o programa que, hoje, atende a mais de 1 milhão de estudantes em todo país. Criaram-se comissões regionais em todo o país para garantir que os fins primeiros do programa se concretizem dentro da mais absoluta lisura e justiça. Temos, hoje, por iniciativa da CONAP, várias comissões regionais instaladas em todo o país. O DCE da UNIP tem procurado participar de forma mais ativa junto ao aluno prounista por intermédio de encontros com os alunos bolsistas, mesmo porque temos a preocupação de fortalecer o sentimento desse aluno de modo que ele se sinta corresponsável por essa conquista.

Como presidente do DCE e membro do CONAP, que outras demandas você identifica como necessárias para garantir a permanência do estudante bolsista do PROUNI na universidade?

A maior demanda hoje é de fato a luta pela conquista do PASSE LIVRE para todos os Prounista, pois, por se tratar de um estudante de classe menos favorecida, fica claro que esse auxílio ajudaria e muito este aluno, mesmo porque sabemos que ele custeia sua passagem com muito esforço.

Por que esta decisão de mobilizar os estudantes da UNIP na luta pelo passe livre para estudantes bolsistas do PROUNI?

Entendo que a mobilização dos estudantes venha fortalecer o movimento que luta pela aprovação do projeto de lei 256/2011, de autoria do vereador Netinho de Paula que prevê a isenção da tarifa de ônibus da cidade de São Paulo aos estudantes bolsistas do PROUNI, uma vez que muitos prounistas chegam a interromper seus cursos por não conseguirem arcar com os custos do transporte, além de moradia, alimentação, material de estudos, incluindo despesas com livros, xerox, etc. Devemos pensar no quanto se ganharia para a formação da futura geração, garantindo condições para que o prounista possa usufruir dos benefícios de um curso superior. Destacando que o passe livre é um mecanismo de combate à evasão escolar superior.

Você é presidente do DCE da maior universidade particular do país. Em sua opinião qual é o principal problema das escolas privadas hoje? Como você avalia a situação das escolas da rede particular atualmente?

Entendo que a escola privada tem de se dedicar a criar mecanismos pontuais para atender às propostas de inclusão social que sempre foi a grande bandeira de lutas da UNE que, finalmente, têm sido atendidas pela política de inclusão do governo federal dos últimos 10 anos.

Sabemos que o Brasil tem uma grande dívida para com o povo brasileiro, sobretudo quanto ao direito à educação, ou seja, um direito social garantido pela própria Constituição Federal de 1988 e nós do movimento estudantil juntamente com a UNE temos a árdua missão de estar sempre atentos no sentido de fiscalizar o cumprimento desse direito, de modo que suas conquistas se perpetuem.

É também fundamental nos manter firmes e alinhados para garantir que a política de inclusão social se concretize na sua plenitude. Somente assim, toda uma história de lutas da UNE de décadas não terá sido em vão, pois terá conseguido, finalmente, concluir a dura missão de escrever uma história de justiça social neste país.

Vale ressaltar ainda, que o movimento estudantil por meio dos centros acadêmicos e DCEs, possuem um trabalho fundamental e devem estar cada vez mais fortalecidos, agindo sempre como guardiões dos direitos dos estudantes, pois a representação estudantil é a voz do estudante para garantir que as universidades privadas trabalhem para a inclusão social de fato.

Da redação

Pular para o Conteúdo Pular para o Topo