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CARAVANA CHEGA À BELO HORIZONTE E DISCUTE O DESENVOLVIMENTO DE MINAS E DO BRASIL

Na última quinta-feira, 3, a Caravana UNE Brasil+10 chegou à cidade de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, região famosa por ser a terra do pão de queijo e do botequim, para realizar a sua 9ª etapa.  O que você pensa para o Brasil daqui dez anos? Esta é a pergunta que a UNE está levando aos 12 estados do percurso da Caravana UNE Brasil+10.

Dessa vez, em BH, a Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG foi quem abriu as portas para os estudantes se unirem e participarem do Aulão+10. O cortejo cultural deu a largada logo cedo e garantiu a lotação do auditório para o Aulão, principal atividade da caravana na UFMG.

Participaram do debate o reitor da UFMG e professor de economia da universidade, Clélio Campolina; o presidente da Central das Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil de Minas Gerais, Gilson Reis, e o representante da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG), Rodrigo Moreira.

Tanto o reitor da universidade quanto o presidente da CTB-MG, Gilson Reis, destacaram a conquista dos 10% do PIB para a educação como  a principal medida para o desenvolvimento do país.  “Formação é ciência, é expansão. É disso que o povo brasileiro precisa. Para isso precisamos dos 10% do PIB agora e não daqui dez anos”, afirmou Gilson. 

Clélio destacou a necessidade de se resgatar a herança do papel do Brasil no contexto nacional e internacional para se entender o quadro econômico e social contemporâneo.  “Os fundamentos da nossa realidade estão enraizados neste contexto, por isso são determinantes históricos que precisam ser superados e estruturados. Não é simples”.

Em sua fala, o presidente da CTB em Minas Gerais, Gilson, afirmou que é preciso romper com a política macroeconômica atual que favorece amplamente o setor financeiro e não tem estratégia para o setor produtivo. “As dificuldades do país estão na desindustrialização ou reindustrialização. Esse assunto pauta crises na indústria e no comércio há pelo menos 30 anos. Temos total consciência das contradições estabelecidas nas condições de capital e trabalho no Brasil”, explicou.

Por fim, o presidente da CTB-MG também apontou a iminência de se rediscutir um projeto nacional para os próximos anos, e apontou a indústria tecnológica como alvo de investimento para favorecer essa tal de “reindustrialização”, nas mais diversas áreas. “Precisamos retomar o projeto social de desenvolvimento sustentável e tomar coragem para construir essas alternativas sobre a desindustrialização. O principal foco deve ser no investimento da indústria tecnológica para preservar inclusive os empregos gerados para proteger os trabalhadores no Brasil. Não devemos ser um país que vai continuar produzindo produtos de pouco valor agregado em detrimento da ciência e da tecnologia. Precisamos nos desenvolver potencialmente para disputar esse mercado internacional”.

De Belo Horizonte, Mayara Monteiro
Fotos: Fábio Bardella e Ivan Russo

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