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Embaixador pede apoio para o reconhecimento do Estado palestino na ONU

O embaixador palestino no Brasil, Ibrahim Al Zeben, pediu o apoio do país para o reconhecimento do Estado palestino na Organizações das Nações Unidas (ONU). A solicitação foi feita durante ato da campanha “Palestina Já”, realizada por entidades brasileiras nesta terça-feira (20).

Cerca de mil pessoas acompanharam este ato, que saiu da Praça Ramos e seguiu até a Câmara Municipal de São Paulo. O mesmo ocorreu em diversas capitais do mundo, pois a data representa o dia da mobilização em apoio ao reconhecimento do Estado.

“Caso o Conselho de Segurança não aprove, igualmente vamos à Assembleia Geral, para mostrar ao mundo a verdadeira vontade da humanidade”, ressaltou o embaixador. Em caso de aprovação pela assembleia, mas não pelo conselho, a Palestina poderá se tornar um Estado não membro, como hoje ocorre com o Vaticano.

Presidente da UNE pede solidariedade

A UNE esteve presente no ato e pediu a solidariedade de toda nação para o reconhecimento do Estado palestino, além de se posicionar contrária às intervenções militares ocorridas nos países do Oriente Médio e do Norte da África, envolvidos em conflitos civis desde o ano passado, em uma série de revoltas conhecida como Primavera Árabe.

O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Daniel Iliescu, buscou na identidade do povo brasileiro a motivação para se solidarizar com a luta palestina: “Somos filhos de uma terra de miscigenação, temos um povo uno. Este ato representa a consciência de um povo que luta por paz, representa a luta por uma nação mais justa, democrática e igualitária”.

Vale lembrar que durante o 52º Congresso da UNE, realizado em Goiânia entre os dias 13 e 17 de julho, Ibrahim al Zeben discursou sob forte manifestação de apoio para 10 mil estudantes de todos os estados do país. Na ocasião, o embaixador pediu ampla mobilização dos jovens para o reconhecimento do Estado da Palestina na Organização das Nações Unidas.

 

Movimentos sociais brasileiros presentes no ato

Além de partidos políticos, o ato contou com o apoio também das seis centrais sindicais, da Coordenação dos Movimentos Sociais e de movimentos de juventude, estudantil, negro, de mulheres e comunitário.

Também participaram da manifestação representantes da Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam), de partidos políticos e do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz).

Dilma defende ingresso pleno da Palestina na ONU

Durante discurso na abertura da 66ª Assembleia Geral das Organizações das Nações Unidas, que aconteceu nesta quarta-feira (21), a presidenta Dilma Rousseff lamentou não ter a Palestina entre os países participantes da reunião. Ao cumprimentar os representantes do Sudão do Sul, país que pela primeira vez participa do encontro multilateral, Dilma lamentou a ausência da nação palestina.

“O Brasil já reconhece o Estado palestino como tal, nas fronteiras de 1967, de forma consistente com as resoluções das Nações Unidas. Assim como a maioria dos países nessa assembleia, acreditamos que é chegado o momento de termos a Palestina aqui representada a pleno título.”

A menção de Dilma à Palestina foi aplaudida pelos que participam da reunião. O Brasil já considera oficialmente a existência do Estado palestino desde dezembro do ano passado, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma mensagem de reconhecimento à Autoridade Nacional Palestina (ANP).

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