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Charchaval, presidente da OCLAE

Em entrevista ao site oficial da UNE, Charchaval apontou como um dos principais eixos para aumentar o propósito do encontro, que é a integração da América Latina, a participação do movimento estudantil em todo continente. “A presença de todos esses estudantes aqui no Uruguai com certeza potencializa a integração no continente. O desafio, atualmente, é levar o movimento estudantil a ampliar seu contato com o movimento sindical, movimento indígena, campesino, sempre em prol das mudanças”, afirmou.

Charchaval também explicou a importância de participar deste grande encontro. Atualmente, a OCLAE reúne mais de 30 federações de estudantes de 23 países do continente, tem assento no conselho consultivo da ONU, participa do Instituto Internacional da UNESCO para Educação Superior da América Latina e Caribe (IESALC) e compõe a comissão de segmento da rede de ENLACES da UNESCO.

“Fora esses 23 países que configuram a OCLAE, temos estreitas relações com outras federações e grupos de outras regiões do mundo, fora do continente americano. Porém, ainda queremos ampliar nosso alcance em alguns países da América Central e nos pequenos países do Caribe. As novas gerações serão responsáveis por isso em nossa região. Os estudantes estão hoje em consonância com os processos sociais e são quem desenvolverá as lutas contra o imperialismo e a exclusão dos povos”, complementou.

Protagonistas da democratização do conhecimento

Durante a Conferência sobre educação, o reitor da Universidade da República do Uruguai, Rodrigo Arocena, animou ainda mais os estudantes a saírem às ruas e levantarem suas bandeiras. Ele começou o discurso reafirmando que a democratização do conhecimento está longe de ser uma batalha ganha. “Vemos no mundo uma crescente estratificação das ofertas educativas, em frente à democratização do conhecimento”, avaliou.

Depois, traçou um perfil dos jovens dos anos sessenta e um perfil dos jovens de hoje e tomou como exemplo as mobilizações que vêm acontecendo no Chile. ” As manifestações não são apenas para estudantes, hoje no Chile, é evidência de um interesse nacional na defesa de demandas dos alunos. Devemos construir modelos alternativos para a democratização do conhecimento. A esperança são vocês, jovens, que devem ser e serão protagonistas dessa democratização”, complementou.

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