No próximo dia 11 de agosto, quando se comemora o dia do estudante, as ruas da cidade de São Paulo serão ocupadas por uma grande passeata, organizada pela UNE, UBES, UEE-SP (União Estadual dos Estudantes), UMES (União Municipal dos Estudantes Secundaristas) e UPES (União Paulista dos Estudantes Secundaristas).
A concentração será às 9h, em frente à Assembléia Legislativa de São Paulo (Av. Pedro Álvares Cabral, 201). De lá, os estudantes vão caminhar até o Largo São Francisco. De acordo com o diretor da UBES, Osvaldo Lemos, o objetivo do ato é mostrar o quanto a educação em São Paulo tem sido esfacelada e tratada de forma secundária. Para ele, é necessário mais investimentos no ensino de forma geral, com mais investimento na infra-estrutura da escola pública e melhores salários para os professores.
Osvaldo destaca também a preocupação dos estudantes com a segurança pública na cidade. "Os estudantes não querem mais uma Febem que só serve, na verdade, como escola primária do crime. Vamos sair às ruas para afirmar nosso compromisso com a educação e com um projeto de crescimento e de mudança para o país. Por isso, vamos dizer não ao projeto neoliberal do PSDB", frisou.
O vice-presidente da UBES, Gabriel Alves, avisa que o dia 11 de agosto será a data em que os estudantes vão relembrar o desmonte que a educação sofreu em São Paulo. "De 1995 até 2000, o governo do PSDB tirou da educação R$ 4,2 bilhões. Não investiu em Educação nem em segurança pública. Hoje estamos sofrendo os resultados dessa política com a situação precária de nossas escolas e os ataques do PCC", disse.
Outras bandeiras da passeata são a luta pela derrubada da Medida Provisória 2208, que desorganizou e enfraqueceu o direito a meia-entrada em eventos culturais e esportivos; o acesso dos estudantes paulistas ao passe estudantil no transporte público; além da ampliação desse benefício aos alunos de cursos pré-vestibulares.
Os estudantes também defendem a aprovação da lei de cotas, que reserva 50% de todas as vagas nas universidades federais para alunos de escolas públicas, incluindo e respeitando as populações negras e indígenas de cada estado. Sem esquecer que é preciso que se cumpra o projeto de ampliação das federais, que prevê a criação de mais 400 mil vagas até 2008.
Da Redação