LIBERDADE IMEDIATA AOS ESTUDANTES DA UNIFESP, ABAIXO A PM DE SÃO PAULO

Confira a nota oficial da UNE e UEE-SP

A União Nacional dos Estudantes e a União Estadual dos Estudantes de São Paulo acompanham, estarrecidas e indignadas, a situação dos 26 estudantes agredidos e presos pela Polícia Militar do Estado de São Paulo na noite da quinta-feira, dia 14 de junho. Exigem a liberdade imediata dos alunos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em Guarulhos, que se organizavam pacificamente por melhorias em seu campus, quando foram abordados de forma absolutamente truculenta pela despreparada corporação policial desse estado, recente protagonista de outros lamentáveis episódios de violência contra jovens, a universidade e a população mais vulnerável.

Vídeo divulgado na internet e nas redes sociais revela, inequivocamente, o momento em que a força de repressão estatal avança, sem nenhum motivo, sobre os jovens que tentavam lhe explicar a razão de sua manifestação. Diversos estudantes foram feridos e os detidos foram acusados do crime de formação de quadrilha, um ataque inaceitável ao princípio democrático de liberdade de expressão e à Constituição Federal, remontando às piores lembranças do movimento estudantil durante o regime militar de exceção.

Também nos causa estranhamento e indignação o conteúdo de áudio divulgado pela internet, no qual o diretor acadêmico da Unifesp e uma funcionária da instituição convocam, por telefone, a presença da PM no campus, sem motivo justificável, de forma a reprimir os estudantes. A UNE e a UEE-SP preocupam-se, especialmente, com trecho na qual é mencionado um acordo não conhecido publicamente entre a Polícia Militar do Estado e a Polícia Federal para a intervenção no campus, o que violaria o princípio da autonomia universitária e a legitimidade das ações do estado em diferentes esferas.

A atual mobilização na Unifesp e nas universidades federais brasileiras, positivamente apoiada pela UNE e pela UEE-SP, em favor de um novo modelo para a educação superior do país, não será vencida pela agressão de um aparelho militar estatal que está se tornando tristemente marcado por ações como as truculentas desocupações da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) e das comunidades do Pinheirinho, em São José do Campos. Para as entidades parece que, se não despreparada, a Polícia Militar do Estado de São Paulo é orientada para a violência.

A UNE já deslocou a sua assessoria jurídica e disponibilizou toda a sua estrutura para dar o suporte possível aos estudantes presos. Exigimos também a intervenção do Ministério da Educação e do Ministério da Justiça para a soltura dos alunos da Unifesp.

Neste final de semana, iremos debater amplamente o ocorrido e outras questões urgentes ligadas à universidade brasileira em seu 60o Congresso Nacional de Entidades Gerais (Coneg), no Rio de Janeiro.

Liberdade imediata aos 26 estudantes da Unifesp!

Por uma nova universidade brasileira!

Abaixo a agressão da PM paulista contra a população do estado!

#SOMOSTODOSUNIFESP

União Nacional dos Estudantes
União Estadual dos Estudantes de São Paulo
15 de junho de 2012

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Um comentario para "LIBERDADE IMEDIATA AOS ESTUDANTES DA UNIFESP, ABAIXO A PM DE SÃO PAULO"

  1. Fictício disse:

    O que você não sabem ou “esqueceram de mencionar” é que a funcionária que realizou a ligação estava na universidade TRABALHANDO e que ninguém em sã consciência chama a polícia para conter uma manifestação pacífica. O vidro da janela que fica às costas da referida funcionária foi estilhaçados por um objeto (possivelmente uma pedra), que só não a acertou por que foi contido pela persiana da sala.
    Desafio à UNE, tão séria e respeitável instituição, com verdadeiro histórico de lutas e conquistas, a publicar esta “versão” dos fatos e se tiver dúvidas de sua veracidade que mande seus “representantes” ao campus para verificar a referida janela quebrada (como todo o restante da secretaria acadêmica, numa óbvia manifestação “PACÍFICA”). Os servidores da secretaria acadêmica do campus Guarulhos encontram-se em estado de greve, também, como os alunos, lutando por melhorias no campus, foram agredidos senão física, mas moralmente com insultos e pichações com dizeres como “pelegos”, como se não fosse igualmente constitucional o direito de não aderir e participar de greves… A funcionária na ligação é a mesma de vídeo anterior (da ocupação) que grita desesperadamente pedindo respeito a seu local de trabalho e solicitando paciência a um grupo de TRUCULENTOS estudantes que esmurravam as portas forçando a entrada para ocupação não aprovada em assembleias dos próprios estudantes).
    Por respeito aos servidores que trabalhavam na instituição no momento do ocorrido exijo (com a mesma autoridade com que a UNE EXIGE a libertação dos estudantes) que haja retratação sobre o procedimento da funcionária que sem dúvidas agiu em defesa de sua integridade física e de seus colegas de setor.
    Saliento que não se trata de defesa ou crítica dos procedimentos da PM ou da Universidade e sim de uma equipe de profissionais que nada tem a ver com o pandemônio que se instaurou na mesma.

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